Difference between revisions of "Galileu é meu pesadelo"

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== Índice ==
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|A última  tentação do cientista 9
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* A última  tentação do cientista 9
A batalha das  “logias” 11
* A batalha das  “logias” 11
 
* Em busca de  explicações 14
Em busca de  explicações 14
* A biologia de  Maturana 16
 
* O contexto  segundo Bateson 18
A biologia de  Maturana 16
* As conexões de  Bateson 20
 
* Depois daquele  olhar 22
O contexto  segundo Bateson 18
* Nós, a  pós-modernidade e Pierre Lévy 24
 
* Quem somos? 26
As conexões de  Bateson 20
* Um universo  morto 28
 
* Os novos  videntes 30
Depois daquele  olhar 22
* Herdeiros de  conhecimento 32
 
* Construtores de  realidades 34
Nós, a  pós-modernidade e Pierre Lévy 24
* Galileu é meu  pesadelo 36
 
* O olhar de Deus  41
Quem somos? 26
* Dei-revoluti-OU-nibus  43
 
* O Código  Descartes 45
Um universo  morto 28
* O dia que  Leibniz negou Descartes 51
 
* Um homem genial  e nada humilde 53
Os novos  videntes 30
* Por quem os  sabiás cantam? 55
 
* O lado humano  do animal homem 57
Herdeiros de  conhecimento 32
* Os  utilitaristas e o especiesismo 59
 
* Que teremos  para o jantar? 61
Construtores de  realidades 34
* Embate de mitos  63
 
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Galileu é meu  pesadelo 36
* In dubio pro  Deo 65
 
* Darwin e o  homem de Platão 67
O olhar de Deus  41
* O dilema do  determinismo 69
 
* Preconceitos  acadêmicos 71
Dei-revoluti-OU-nibus  43
* Entre Peter e  Dilbert, há coisa pior 73
 
* Ascensão e  queda de Fritz Haber75
O Código  Descartes 45
* As leis de  Clarke 79
 
* O homem que era  maior do que Celso 81
O dia que  Leibniz negou Descartes 51
* Um louco  chamado Erasmo 83
 
* As mortes de  Shakespeare e Cervantes 85
Um homem genial  e nada humilde 53
* Qual o tamanho  da biblioteca de Babel? 87
 
* A nova  biblioteca de Babel 89
Por quem os  sabiás cantam? 55
* Diálogos de  gênios 91
 
* Estrelas na  escuridão 93
O lado humano  do animal homem 57
* Os manuais do  Mago 95
 
* O autor  invisível 97
Os  utilitaristas e o especiesismo 59
* O aquecimento  medieval 99
 
* As férias dos  Grants 101
Que teremos  para o jantar? 61
* O homem que  falou com Borges 103
 
* Queremos mais  diversidade 105
Embate de mitos  63
* No dia de São  João, nem na terra nem no surrão 107
|In dubio pro  Deo 65
* Convencional X  Orgânica: que tipo de agricultura precisamos para alimentar o mundo? 109
 
* Pra não dizer  que não falei das crises 113
Darwin e o  homem de Platão 67
 
O dilema do  determinismo 69
 
Preconceitos  acadêmicos 71
 
Entre Peter e  Dilbert, há coisa pior 73
 
Ascensão e  queda de Fritz Haber75
 
As leis de  Clarke 79
 
O homem que era  maior do que Celso 81
 
Um louco  chamado Erasmo 83
 
As mortes de  Shakespeare e Cervantes 85
 
Qual o tamanho  da biblioteca de Babel? 87
 
A nova  biblioteca de Babel 89
 
Diálogos de  gênios 91
 
Estrelas na  escuridão 93
 
Os manuais do  Mago 95
 
O autor  invisível 97
 
O aquecimento  medieval 99
 
As férias dos  Grants 101
 
O homem que  falou com Borges 103
 
Queremos mais  diversidade 105
 
No dia de São  João, nem na terra nem no surrão 107
 
Convencional X  Orgânica: que tipo de agricultura precisamos para alimentar o mundo? 109
 
Pra não dizer  que não falei das crises 113
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Revision as of 20:08, 2 February 2025

Galileu é meu pesadelo
Galileu é meu pesadelo[1]
Descrição da obra
Autor Gilberto Rocca da Cunha
Título Galileu é meu pesadelo
Assunto Crônicas
Formato E-book (formato PDF)
Editora Projeto Passo Fundo
Publicação 2012
Páginas 118
ISBN 978-85-64997-33-2
Impresso Formato 15 x 21 cm
Editora CGR Editor
Publicação 2009

Galileu é meu pesadelo Detalhes inúteis (ou irrelevantes) sobressaem-se, quando, sem a necessária distância, no espaço e no tempo, vive-se muito próximo dos acontecimentos. Esses ensaios/crônicas, com um olhar no passado e contextualização contemporânea, revelam um pouco de uma face nem sempre perceptível da história da ciência.

Galileu é meu pesadelo, o livro, não é outra coisa que uma mera compilação de textos, escritos em momentos diferentes, e que, aqui reunidos, servem para justificar um volume.

Muitos deles não correspondem ao que verdadeiramente sou, mas, talvez, ao que eu gostaria de ser/ter sido, caso não estivesse tão envolvido em lutas medíocres que consumiram/consomem o melhor do meu intelecto.

Foram escritos para estimular a reflexão dos leitores, mesmo que, por vezes, abusem da repetição de ideias e não para angariar simpatias ou antipatias de quem quer que seja"

Apresentação

Primeiro Capítulo, pelo Autor

A última tentação do cientista

A prática científica exige teorização. Não obstante, ainda hoje, alguns recalcitrantes, nas ciências biológicas e agrárias (há em outros domínios do conhecimento também), insistem em rotular, quase sempre com tom de menosprezo, de “filosofias”, qualquer formalização teórica que se afaste da sua visão empirista (experimental) de mundo. Parafraseando Cristo (com adaptação): “Perdoe-os, Pai; eles não sabem o que dizem!”. E, de fato, não sabem o que dizem porque, com este tipo de atitude, demonstram sequer conseguir diferenciar uma teoria científica de uma teoria filosófica.

Desde Galileu Galilei que houve a dicotomia entre ciência e filosofia. Cada qual, com suas ferramentas, buscando o conhecimento e formalizando-o em teorias. Em essência, deixando de lado definições acadêmicas, pode-se dizer que uma teoria filosófica busca preservar princípios. E, neste contexto, tudo que não contribui para a integridade destes princípios é negligenciado. Por sua vez, uma teoria científica se preocupa em manter a coerência entre fato e experiência.

A ligação entre teoria e fato é imperativa. Até porque muitas teorias científicas são formatadas a partir de resultados de observações empíricas. Os filósofos que se dedicam apenas à reflexão sobre princípios acabam perdendo contato com o mundo da experiência. E é daí que, possivelmente, advém o tipo de comentário descabido de “filosofias” para teorias científicas, feito, quase sempre, por quem não consegue alcançar seus significados. Praticar filosofia (filosofar) é refletir sobre os fundamentos daquilo que se faz. Pode-se pensar como um filósofo, propondo questionamentos, e se buscar respostas agindo como um cientista. Talvez este seja o ideal da ciência.

Inquestionavelmente, precisamos de mais e melhores teorias (e de teóricos, por sua vez); tanto científicas quanto filosóficas. Nas ciências biológicas, ambiente que ainda predominam os experimentalistas, podemos identificar teorias que se caracterizam como macro, meso e micro. Como exemplo de grandes teorias biológicas tem-se a teoria de Darwin sobre a evolução das espécies e a teoria de Gaia, de James Lovelock. Este tipo de teoria surge raramente e não desperta maiores interesses nos biólogos práticos, por se encaixar naquilo que eles rotulam de “filosofias”. As mesoteorias biológicas são mais abundantes e se inserem em domínios que têm aplicações imediatas, por isso são mais populares entre os “práticos”. É o caso das redes imunológicas. Já as microteorias são específicas por fenômenos (equação de Hodgkin e Huxley, por exemplo). São elas que dominam as publicações e os congressos científicos, parecendo herméticas para os não iniciados.

Os cientistas são humanos e, conforme destacou Edgar Morin, de alguma forma, a ciência é um lugar onde se desfraldam os antagonismos de ideias, as competições pessoais e, até mesmo, os conflitos e as invejas mais mesquinhas. E nesse ambiente, em que a fama pode exasperar tentações, torna-se fundamental para o cientista saber lidar com a atração para se comportar com indiferença e superficialidade diante de questões importantes e difíceis (sociais, por exemplo), que desmascaram a falácia da neutralidade dos homens de ciência. Não se deixar dominar pela vaidade (se considerar alguém especial) e pela inveja que, num mundo de competição, corrói os eternos insatisfeitos, sempre atribuindo aos outros as suas frustrações. Mas, a mais importante de todas as tentações, que impede o avanço da ciência, é a certeza. É o clássico: “escutem, eu sei o que estou dizendo!”. Nesse momento, o cientista cede e passa a viver num mundo sem alternativas e sem reflexão. Isso acontece muito no grupo dos experimentadores. Especialmente com aqueles que adquirem reconhecimento e poder acadêmico, não raro fazendo muito do mesmo, e chegam em um momento da sua carreira que decidem alçar outros voos. Sob os auspícios da fama adquirida, traçam considerações sobre a essência da alma e discutem o futuro da humanidade. Mas, diferentemente do que imaginam, impregnados pelas “suas certezas”, não formulam novas teorias científicas. Aí é o fim: o Diabo venceu

Índice

  • A última tentação do cientista 9
  • A batalha das “logias” 11
  • Em busca de explicações 14
  • A biologia de Maturana 16
  • O contexto segundo Bateson 18
  • As conexões de Bateson 20
  • Depois daquele olhar 22
  • Nós, a pós-modernidade e Pierre Lévy 24
  • Quem somos? 26
  • Um universo morto 28
  • Os novos videntes 30
  • Herdeiros de conhecimento 32
  • Construtores de realidades 34
  • Galileu é meu pesadelo 36
  • O olhar de Deus 41
  • Dei-revoluti-OU-nibus 43
  • O Código Descartes 45
  • O dia que Leibniz negou Descartes 51
  • Um homem genial e nada humilde 53
  • Por quem os sabiás cantam? 55
  • O lado humano do animal homem 57
  • Os utilitaristas e o especiesismo 59
  • Que teremos para o jantar? 61
  • Embate de mitos 63
  • In dubio pro Deo 65
  • Darwin e o homem de Platão 67
  • O dilema do determinismo 69
  • Preconceitos acadêmicos 71
  • Entre Peter e Dilbert, há coisa pior 73
  • Ascensão e queda de Fritz Haber75
  • As leis de Clarke 79
  • O homem que era maior do que Celso 81
  • Um louco chamado Erasmo 83
  • As mortes de Shakespeare e Cervantes 85
  • Qual o tamanho da biblioteca de Babel? 87
  • A nova biblioteca de Babel 89
  • Diálogos de gênios 91
  • Estrelas na escuridão 93
  • Os manuais do Mago 95
  • O autor invisível 97
  • O aquecimento medieval 99
  • As férias dos Grants 101
  • O homem que falou com Borges 103
  • Queremos mais diversidade 105
  • No dia de São João, nem na terra nem no surrão 107
  • Convencional X Orgânica: que tipo de agricultura precisamos para alimentar o mundo? 109
  • Pra não dizer que não falei das crises 113

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Referências


  1. ↑ CUNHA, Gilberto R. (2009). Galileu é meu pesadelo -Passo Fundo: Projeto Passo Fundo, 2012. 118 páginas. E-book