Difference between revisions of "Salve-se quem puder..."
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|Autor | |Autor | ||
| | |[[Rosani Lermenn Vidal]] | ||
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|Título | |Título | ||
| | |Salve-se quem puder... | ||
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|Assunto | |Assunto | ||
| | |Crônicas | ||
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|Publicação | |Publicação | ||
| | |2013 | ||
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|Páginas | |Páginas | ||
| | |132 | ||
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|ISBN | |ISBN | ||
| | |978-85-8326-048-6 | ||
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|Publicação | |Publicação | ||
| | |2013 | ||
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'''Salve-se quem puder...''' | '''Salve-se quem puder...''' Simplesmente sensacional! Este é um livro para ser lido por todas as gerações. Apresenta as vivências de uma turma que se divertia, “aprontando” todas, mas de uma forma inocente. Relata a época em que crianças e adolescentes gastavam as energias com brincadeiras e brigadeiras, como diz sabiamente a autora, mesmo sabendo que sofreriam os devidos castigos. Retrata o tempo em que socorrer-se de psicólogos, era apelar ao Doutor Chinelo ou Doutora Vara, e não se preocupar em trabalhar a autoestima dos revoltados. | ||
== Apresentação == | == Apresentação == | ||
''Apresentação, por [[Eládio Vilmar Weschenfelder]]''<ref>Professor de Literatura na UPF</ref> | |||
É do senso comum que a expressão, para haver uma realização pessoal perfeita, há que se ter realizado três feitos: gerado um(a) filho(a), plantado uma árvore e publicado um livro. Sob esta ótica, a autora Sani Vidal, com a publicação da autobiografia ''Salve-se quem puder'', alcança o desejo natural de poucos compatriotas, ainda mais num país em que, segundo a pesquisa Retrato da Leitura no Brasil, os brasileiros estão lendo menos, tanto que os considerados leitores caiu de 95,6 milhões (55% da população estimada), em 2007, para 88,2 milhões (50%), em 2011. Outro dado mostra que só 26% dos brasileiros entre 15 e 64 anos encontram-se no nível pleno de alfabetização, isto é, têm condições de ler e compreender integralmente um texto longo. | |||
Não é possível pensar que exista um país, com o crescimento nosso, que possua uma taxa de 70% de analfabetos funcionais. Sendo tão poucos os competentes leitores brasileiros, menos ainda são seus escritores. Nesta lógica, Sani Vidal, ao publicar a obra ''Salve-se quem puder'', salvou-se, duplamente, como leitora e como escritora. | |||
Escrevendo na forma de confissão, a autora estabelece uma viagem espaço-temporal à medida que fixa a década de 60, do século XX, para viajar mentalmente em busca dos fios da memória, os quais vão desde a infância até os primeiros sinais da adolescência. | |||
Sob o ponto de vista espacial, as narrativas mostram que os fatos desta imbricada teia, deram-se, preferencialmente, em dois espaços: Cruzeiro do Sul/RS e Água Santa/RS. A primeira situada numa região de forte colonização germânica; a segunda, onde a presença da colonização italiana é acentuada. Trafegando entre os dois espaços, a garota peralta percebe que há uma diversidade cultural acentuada, não só em termos de linguística, mas na culinária e na religiosidade. A regra era “vigiar e punir” as crianças, sendo os adultos os grandes bisbilhoteiros de suas traquinagens, tanto que a autora recorda a leitura do romance ''Tambores Silenciosos'', de Josué Guimarães, associando seu tempo de infância aos “tempos bicudos” em que brasileiros eram vigiados e amordaçados. | |||
A exemplo da boneca Emília, do escritor Monteiro Lobato, a menina enfrenta todas as adversidades com senso de humor, ironia e crítica a um tempo em que o moralismo e o autoritarismo contra as crianças era flagrante. Não é por nada que a autora, no Prefácio, evoca o Estatuto da Criança e do Adolescente. Assim, à medida que a narradora de si mesma seleciona e conta as histórias idas e vividas com certo grau de fidelidade, ela pratica, humoristicamente, a catarse, confessando aos leitores as peripécias de uma menina que, agora adulta, salva-se como Sherazade, das ''Mil e Uma Noites.'' Por isso, o acerto no título ''Salve-se quem Puder''. | |||
Boa leitura, leitor(a)! | |||
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[[File:Rosani Vidal.JPG|left|thumb|100x100px|Rosani Vidal]] | |||
'''Rosani Lermenn Vidal''' | |||
Sani Vidal – Pseudônimo de Rosani Lermenn Vidal, adotado para voltar à infância em Boa Esperança, interior de Cruzeiro do Sul, onde nasceu. Artista plástica, com participação na Coletiva Guaíra II/85, em Curitiba. Autora do livro “Salve-se quem Puder”. Colaboradora no Projeto Passo Fundo. | |||
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== Índice == | == Índice == | ||
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*Manifesto / 11 | |||
* Apresentação: Salve-se quem puder / 13 | |||
* A primeira concorrência / 15 | |||
* As criaturas de boa esperança / 17 | |||
* A “venda” e a captação de clientes / 20 | |||
* A invenção! Gasosa de xixi / 22 | |||
* As criaturas e suas profissões / 25 | |||
* O porão dos medos, prazeres e dos “ovos-bala” / 28 | |||
* As criaturas e suas armas / 31 | |||
* A descoberta do fogo / 32 | |||
* Os reis “magros” e a resina “mirraculosa” / 34 | |||
* Cine “te vê” / 37 | |||
* Patente, “a casa mata” / 38 | |||
* O “pintão” da eva / 40 | |||
* O poder do ohhhh!!!! / 42 | |||
* A guerra das bolitas / 45 | |||
* Ferida cabeluda, prego na cabeça e piercing na narina / 48 | |||
* Gastronomia perigosa / 51 | |||
* O clã do sr. armando x o clã das criaturas / 55 | |||
* Meu jacaré / 58 | |||
* O mestre / 62 | |||
* Planejar tentar capotar / 65 | |||
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*Criação de girinos / 68 | |||
*A comilança do “corpo e sangue de cristo” / 70 | |||
* Avó maria a mãe de açúcar / 77 | |||
* O namorado do contra / 79 | |||
* “Torpeidos” / 83 | |||
* A saga! a “viaje” a três de maio / 85 | |||
* O abraço que afaga a memória / 89 | |||
* O “pão” que era “pom” / 92 | |||
* Escola Santa Inês / 95 | |||
* Os pretendentes / 98 | |||
* O dono da “pelada” / 100 | |||
* O peixe no leite / 103 | |||
* A chave mágica – fiat lux / 106 | |||
* Nespereira, o nicho das carpideiras / 109 | |||
* A catapulta e a bomba voadora / 111 | |||
* A corrida com os carrinhos de bebê / 113 | |||
* Titi, berico, dodi / 115 | |||
* O primeiro sutiã, impossível esquecer / 117 | |||
* “Para não dizer que não falei de flores” / 119 | |||
* A dor da perda / 123 | |||
* Sentimentos atávicos / 125 | |||
|} | |||
== Conteúdos relacionados == | == Conteúdos de seu acervo == | ||
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| '''Tipo''' | |||
|'''Conteúdos do acervo - ProjetoPF''' | |||
|'''Abrir Pasta''' | |||
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| Fotos | |||
| Pasta com os arquivos de fotos digitalizados | |||
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=== Conteúdos relacionados === | |||
[[File:Convite Salve-se quem puder....jpg|left|thumb|150x150px]] | |||
* 2014 - Lançado na III Semana das Letras da Academia Passo-Fundense de Letras ocorrida de 08 de abril de 2014. | |||
*2023 - Crônicas Rosani Vidal<ref>VIDAL, Rosani. (2022) [https://projetopassofundo.com.br/images/e/e5/Cr%C3%B4nicas_Rosani_Vidal.pdf Crônicas Rosani Vidal] -Passo Fundo, Monografia, 8 páginas</ref> | |||
== Referências == | == Referências == | ||
[[Category:Editados por Projeto Passo Fundo]] | [[Category:Editados por Projeto Passo Fundo]] | ||
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Latest revision as of 15:08, 29 March 2025
| Salve-se quem puder... | |
|---|---|
Salve-se quem puder...[1] | |
| Descrição da obra | |
| Autor | Rosani Lermenn Vidal |
| Título | Salve-se quem puder... |
| Assunto | Crônicas |
| Formato | E-book (formato PDF) |
| Editora | Projeto Passo Fundo |
| Publicação | 2013 |
| Páginas | 132 |
| ISBN | 978-85-8326-048-6 |
| Impresso | Formato 15 x 21 cm |
| Editora | Projeto Passo Fundo |
| Publicação | 2013 |
Salve-se quem puder... Simplesmente sensacional! Este é um livro para ser lido por todas as gerações. Apresenta as vivências de uma turma que se divertia, “aprontando” todas, mas de uma forma inocente. Relata a época em que crianças e adolescentes gastavam as energias com brincadeiras e brigadeiras, como diz sabiamente a autora, mesmo sabendo que sofreriam os devidos castigos. Retrata o tempo em que socorrer-se de psicólogos, era apelar ao Doutor Chinelo ou Doutora Vara, e não se preocupar em trabalhar a autoestima dos revoltados.
Apresentação
Apresentação, por Eládio Vilmar Weschenfelder[2]
É do senso comum que a expressão, para haver uma realização pessoal perfeita, há que se ter realizado três feitos: gerado um(a) filho(a), plantado uma árvore e publicado um livro. Sob esta ótica, a autora Sani Vidal, com a publicação da autobiografia Salve-se quem puder, alcança o desejo natural de poucos compatriotas, ainda mais num país em que, segundo a pesquisa Retrato da Leitura no Brasil, os brasileiros estão lendo menos, tanto que os considerados leitores caiu de 95,6 milhões (55% da população estimada), em 2007, para 88,2 milhões (50%), em 2011. Outro dado mostra que só 26% dos brasileiros entre 15 e 64 anos encontram-se no nível pleno de alfabetização, isto é, têm condições de ler e compreender integralmente um texto longo.
Não é possível pensar que exista um país, com o crescimento nosso, que possua uma taxa de 70% de analfabetos funcionais. Sendo tão poucos os competentes leitores brasileiros, menos ainda são seus escritores. Nesta lógica, Sani Vidal, ao publicar a obra Salve-se quem puder, salvou-se, duplamente, como leitora e como escritora.
Escrevendo na forma de confissão, a autora estabelece uma viagem espaço-temporal à medida que fixa a década de 60, do século XX, para viajar mentalmente em busca dos fios da memória, os quais vão desde a infância até os primeiros sinais da adolescência.
Sob o ponto de vista espacial, as narrativas mostram que os fatos desta imbricada teia, deram-se, preferencialmente, em dois espaços: Cruzeiro do Sul/RS e Água Santa/RS. A primeira situada numa região de forte colonização germânica; a segunda, onde a presença da colonização italiana é acentuada. Trafegando entre os dois espaços, a garota peralta percebe que há uma diversidade cultural acentuada, não só em termos de linguística, mas na culinária e na religiosidade. A regra era “vigiar e punir” as crianças, sendo os adultos os grandes bisbilhoteiros de suas traquinagens, tanto que a autora recorda a leitura do romance Tambores Silenciosos, de Josué Guimarães, associando seu tempo de infância aos “tempos bicudos” em que brasileiros eram vigiados e amordaçados.
A exemplo da boneca Emília, do escritor Monteiro Lobato, a menina enfrenta todas as adversidades com senso de humor, ironia e crítica a um tempo em que o moralismo e o autoritarismo contra as crianças era flagrante. Não é por nada que a autora, no Prefácio, evoca o Estatuto da Criança e do Adolescente. Assim, à medida que a narradora de si mesma seleciona e conta as histórias idas e vividas com certo grau de fidelidade, ela pratica, humoristicamente, a catarse, confessando aos leitores as peripécias de uma menina que, agora adulta, salva-se como Sherazade, das Mil e Uma Noites. Por isso, o acerto no título Salve-se quem Puder.
Boa leitura, leitor(a)!
Rosani Lermenn Vidal
Sani Vidal – Pseudônimo de Rosani Lermenn Vidal, adotado para voltar à infância em Boa Esperança, interior de Cruzeiro do Sul, onde nasceu. Artista plástica, com participação na Coletiva Guaíra II/85, em Curitiba. Autora do livro “Salve-se quem Puder”. Colaboradora no Projeto Passo Fundo.
Índice
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Conteúdos relacionados
- 2014 - Lançado na III Semana das Letras da Academia Passo-Fundense de Letras ocorrida de 08 de abril de 2014.
- 2023 - Crônicas Rosani Vidal[3]
Referências
- ↑ VIDAL, Sani. (2013) Salve-se quem puder... -Passo Fundo: Projeto Passo Fundo. 122 páginas. E-book
- ↑ Professor de Literatura na UPF
- ↑ VIDAL, Rosani. (2022) Crônicas Rosani Vidal -Passo Fundo, Monografia, 8 páginas