Difference between revisions of "Delorges Alves Caminha"

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|Nascimento
|Ocupação
 
|Ator
|06 de outubro de 1902
 
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|Genealogia
|[[File:FamilySearch.png|center|thumb|150x150px|[https://www.familysearch.org/tree/person/about/G47P-BXX ÁrvoreFamiliar]|link=https://projetopassofundo.com.br/index.php/File:FamilySearch.png]]
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|Local
'''Delorges Alves Caminha''' nasceu dia 6 de outubro de 1902 em Passo Fundo, filho de Antonio Manoel Caminha e de Raphaela Alves, casou-se com Leonor Silva di Genari, faleceu em 19 de abril de 1971, no Rio de Janeiro tendo sido sepultado no Cemitério São João Batista, no Rio.
 
|Passo Fundo/RS
 
|-
 
|Morte
 
|19 de abril de 1971
 
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|Local
== Biografia==
 
|Rio de Janeiro/RJ
 
|-


|Ocupação
=== Uma breve história de vida de Delorges Alves ===
|Ator
Quando Delorges Alves Caminha nasceu em 6 de outubro de 1902, em Passo Fundo, Rio Grande do Sul, Brasil, seu pai, Antonio Manoel Caminha, tinha 32 anos e sua mãe, Raphaela Alves, tinha 28 anos. Ele casou-se com Leonor Silva di Genari em 1934, em Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil. Ele imigrou para o Salvador, Bahia, Brasil em 1942. Ele faleceu em 19 de abril de 1971, em Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil, com 68 anos.
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----Delorges Alves Caminha nasceu em Passo Fundo a 06-10-1902, filho de Antonio Manoel Caminha e de Raphaela Alves Caminha. Seu pai possuía farmácia na Rua do Comércio (Avenida Brasil). Além de medicamentos de sua própria fórmula, produzia produtos de beleza, como a pasta “Carmen”. Conhecido pela sua benemerência, faleceu nesta cidade em novembro de 1921. Delorges praticou teatro amador desde adolescente, havendo menção de ter participado do Grupo X de Comédias e Variedades. Partiu de Passo Fundo em 1921 ou 1922, engajando-se numa companhia de teatro como auxiliar de cenógrafo.  (DAMIAN, Heleno e Marco A. (2008).  pg.282-284 )<ref name=":0">DAMIAN, Heleno e Marco A. (2008). [https://projetopassofundo.com.br/images/e/e8/P%C3%A1ginas_da_Belle_%C3%89poque_Transcrito.pdf Páginas da Belle Époque Passo-fundense] -Passo Fundo: Passografic, 379 páginas Transcrito</ref>
----A 13-11-25, procedente de Santa Maria, aqui chegou a tão esperada Companhia Nacional de Operetas. (ON nº 43, de 14-11-25.) Os preparativos para a estréia vinham sendo anunciados na Gazeta há meses: “A Empresa do Coliseu vai ornamentar o teatro por ocasião da chegada da Companhia e iluminá-lo feéricamente. Nota-se grande entusiasmo pela temporada elegante da Companhia nesta cidade, uma das poucas do Rio Grande do Sul que vai ter a honra de receber a visita da novel e já notável Companhia.” (Gazeta nº 24, de 0208-25.) (DAMIAN, Heleno e Marco A. (2008).  página 280)<ref name=":0" />
----Bonequinha de Seda estreou no Coliseu no dia 29-05-37, um sábado, em sessão única, às 20h30min: “CINEMA. BONEQUINHA DE SEDA. Finalmente, Passo Fundo vai, a partir de hoje, presenciar uma produção nacional para a qual estão convergindo todas as curiosidades. Trata-se de ‘Bonequinha de Seda’, a grande realização de Oduvaldo Vianna, para cujos intérpretes voltam-se todos os olhos. (...) Delorges Caminha é um grande talento que o teatro teimava em encarecer nos estreitos limites dos seus ângulos. (DAMIAN, Heleno e Marco A. (2008).  página 285)<ref name=":0" />
----No período de 25-07 a 1º-08-44 apresentou-se no Imperial, sob os auspícios do Governo do Estado e orientação do DEIP, a Companhia de Comédias Delorges Caminha. Foram encenadas as seguintes peças: 25 – A Vergonha da Família, de Joracy Camargo; 26 – Cidadão Zero, de Delorges Caminha e Gastão Pereira da Silva; 27 – O Diabo Enlouqueceu!, de Paulo Magalhães; 28 – O Simpático Jeremias, de Gastão Tojeiro; 29 – As Três Helenas, de Armand Mooeh; 30 – A Culpa é do Coração, de Hélio Soveral (tarde) e O Casca Grossa, de José Vanderley e Daniel Rocha (noite); 31 – O Maluco nº 4; 1º - Iaiá Boneca, de Ernani Fornari. (DAMIAN, Heleno e Marco A. (2008).  página 345)<ref name=":0" />
----Fundada em julho de 1953, a Cultura Artística era uma entidade constituída por sócios, que pagavam uma mensalidade. Apesar de ser uma entidade registrada, não tinha sede própria, funcionando onde era conveniente. (Charles Pimentel. 2007)<ref>[[Cultura Artística e o Teatro Amador Delorges de Caminha]]''',''' Em 07/08/2007, por [[Charles Pimentel]]</ref>
----Delorges Alves Caminha nasceu em Passo Fundo a 06-10-1902, filho de Antonio Manoel Caminha e de Raphaela Alves Caminha. Seu pai possuía farmácia na Rua do Comércio (Av. Brasil, esquina com a Rua Cel. Chicuta, onde hoje se encontra a Ótica Rudi. Delorges praticou teatro amador desde a adolescência. Há menção de ter participado do Grupo X de Comédias e Variedades. (Heleno Alberto Damian e Marco Antônio Damian, 2011)<ref>[[Delorges Caminha, dados biográficos]]''',''' Em 29/04/2011, por [[Heleno Alberto Damian]] e [[Marco Antônio Damian]]</ref>
----No nicho 3598, na quadra 6, no Cemitério São João Baptista, em Botafogo, no Rio de Janeiro, repousam os restos mortais de Delorges Alves Caminha. Localizado a cerca de 100 m do pórtico de entrada, em uma área não tão nobre do famoso Campo Santo criado em 1852 por Dom Pedro II, que se destaca pela beleza arquitetônica e pelas celebridades ali sepultadas, esse nicho, que faz parte de um grande bloco, denota certo abandono. (Gilberto Rocca da Cunha, 2019)<ref>[[O nicho 3598]]''',''' Em 26/07/2019, por [[Gilberto Rocca da Cunha]]</ref>
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'''Delorges Alves Caminha'''
== Títulos, prêmios e honrarias ==


== Biografia, Histórico==
=== Grupo Escola de Teatro Amador Delorges Caminha ===
Delorges Alves Caminha nasceu em Passo Fundo a 06-10-1902, filho de Antonio Manoel Caminha e de Raphaela Alves Caminha. Seu pai possuía farmácia na Rua do Comércio (Avenida Brasil). Além de medicamentos de sua própria fórmula, produzia produtos de beleza, como a pasta “Carmen”. Conhecido pela sua benemerência, faleceu nesta cidade em novembro de 1921. Delorges praticou teatro amador desde adolescente, havendo menção de ter participado do Grupo X de Comédias e Variedades. Partiu de Passo Fundo em 1921 ou 1922, engajando-se numa companhia de teatro como auxiliar de cenógrafo. Logo em seguida iniciou a carreira de ator na Companhia de Déa Selva (Jandyra Berard Cazarré) e Darcy Cazarré. Em 1925 participou do elenco da Companhia Nacional de Operetas, dos irmãos Celestino, que excursionou pelo sul do país durante um ano. Em 1930 já trabalhava na Companhia de Comédias de Procópio Ferreira. Nesta atuou em peças memoráveis, como O Bobo do Rei, em 1931. No final dos anos 30 montou a sua própria companhia. Um dos maiores sucessos dessa fase foi Iaiá Boneca, de Ernani Fornari, encenada pela primeira vez em 1938. A estréia no cinema ocorreu em 1936, no musical romântico Bonequinha de Seda, produzido pela Cinédia, de Adhemar Gonzaga, e dirigido por Oduvaldo Vianna. O elenco contava com Gilda de Abreu no papel principal. Esta queria como galã o seu marido, Vicente Celestino, mas a direção optou pelo passo-fundense. Bonequinha de Seda estreou a 26-10-36, no Cinema Palácio, do Rio de Janeiro, onde permaneceu por cinco semanas, recorde na época. Consagrado pela crítica como um marco do cinema brasileiro, Bonequinha de Seda foi restaurado em 1975, sob a supervisão de Alice Gonzaga Assaf. Exibido em 1988 na Cinemateca do MAM, RJ, “o filme comprovou ser um dos mais bem construídos artisticamente, de linguagem estética idêntica à dos mais eminentes cineastas”, segundo o crítico Salvyano Cavalcanti de Paiva. Apesar do sucesso da estréia, Delorges Caminha permaneceu fiel ao teatro. Retornou ao cinema somente em 1944, no musical carnavalesco Berlim na Batucada, também da Cinédia, com direção de Luiz de Barros e argumento de Herivelto Martins. No elenco estão Procópio Ferreira, Chocolate, Francisco Alves e Solange França. Delorges apresenta-se como um produtor norte-americano interessado no carnaval carioca, uma “brincadeira” com Orson Welles. Trabalhou ainda nos seguintes filmes: O Homem que Chutou a Consciência (1947), drama dirigido por Ruy Costa, com a monumental Aimée; Mãe (1948), melodrama do radialista Teófilo de Barros Filho, com Alma Flora; Toda a Vida em Quinze Minutos (1953), de Pereira Dias, com Jaime Costa, Rodolfo Arena, Jardel Filho, Renata Fronzi e outros. Prêmio Saci de melhor roteiro (Jornal O Estado de São Paulo). Vanoly Pereira Dias (1926-1988), o diretor, era natural de Carlos Barbosa, RS. Em 1979 dirigiu Gaúcho de Passo Fundo, filme do Teixeirinha que contou com a participação de atores oriundos do antigo Grupo Escola de Teatro Amador “Delorges Caminha”, como o advogado Paulo Giongo; Sherlock de Araque (1957), comédia de Victor Lima, com Carequinha; Por um Céu de Liberdade (1961), dirigido por Luiz de Barros, com John Herbert no papel principal; Vagabundos no Society (1962), comédia com Jaime Costa, também de Luiz de Barros; Crime no Sacopã (1963), de Roberto Pires, com Adriano Lisboa e Jorge Dória; Os Marginais (1968), episódio Guilherme, dirigido por Moisés Kendler, com Paulo José e Helena Ignez; e O Homem que Comprou o Mundo (1968), comédia dirigida por Eduardo Coutinho, com Marília Pêra, Flávio Migliaccio e Jardel Filho. Registrou participações nas telenovelas O Homem Proibido ou Demian, o Justiceiro, (1967), de Glória Magadan, e Irmãos Coragem (1970), de Janete Clair, ambas da Rede Globo. Também foi diretor, crítico e autor de peças teatrais. Dirigiu Glauce Rocha em Dona Xepa e Mulher de Briga, ambas de Pedro Bloch, em 1954/55. É co-autor das peças Cidadão Zero, Jardim de Allah, entre outras. Dirigiu a Escola de Arte Dramática do Estado da Guanabara e a Casa dos Artistas. Faleceu, vítima de edema pulmonar, a 19-04-71, tendo sido sepultado no Cemitério São João Batista, no Rio. Era casado com a atriz e diretora de teatro Henriette Morineau (1906-1990) e possuía dois filhos adotivos. Irmãos: Doutalia, Dinobert, João Baptista, Dotíbio (adotivo), Dinorah, Antônio Manoel, Dilia, Dalila, Anna Aurora e Maria.  
*2008 - Criação do Grupo Escola de Teatro Amador Delorges Caminha (DAMIAN, Heleno e Marco A. (2008). página 370)<ref name=":0" />


(DAMIAN, Heleno e Marco A. (2008).  pg.282-284 )<ref>DAMIAN, Heleno e Marco A. (2008). [https://projetopassofundo.com.br/images/e/e8/P%C3%A1ginas_da_Belle_%C3%89poque_Transcrito.pdf Páginas da Belle Époque Passo-fundense] -Passo Fundo: Passografic, 379 páginas Transcrito</ref>
=== Membro da APLetras ===
*1965 - Acadêmico ocupante da cadeira APLetras nº ??(Honorário) <ref>[[Relação de Acadêmicos e Patronos da APLetras]]  - ''Em 11/05/2008, por [[Santina Rodrigues Dal Paz]]''</ref>  (LECH, Osvandré LC. (2013).  pg.36)<ref>LECH, Osvandré LC. (2013). [https://projetopassofundo.com.br/images/8/87/75_anos_da_Academia_Passo_Fundense_de_Letras.pdf 75 anos da Academia Passo-Fundense de Letras]. Passo Fundo: Méritos. 312 páginas</ref> (SANTOS, Sabino R. (1965). pg.34-36)<ref>SANTOS, Sabino R. (1965). [https://projetopassofundo.com.br/images/1/18/Academia_Passo_Fundense_de_Letras_breve_hist%C3%B3rico.pdf Academia Passo Fundense de Letras: Breve Histórico]. -Passo Fundo: NI. 80 páginas Digitalizado</ref>


== Títulos, prêmios e honrarias==
=== Rua Delorges Alves Caminha ===
* 2018 - LEI Nº 5353, DE 25 DE SETEMBRO DE 2018<ref>[https://leismunicipais.com.br/a1/rs/p/passo-fundo/lei-ordinaria/2018/536/5353/lei-ordinaria-n-5353-2018-denomina-de-delorges-alves-caminha-a-rua-b-do-loteamento-canaa?q=5353 LEI Nº 5353, DE 25 DE SETEMBRO DE 2018] - leismunicipais.com.br</ref>  Denomina de Rua Delorges Alves Caminha, a atual Rua B do Loteamento Canaã. - Localização<ref>[https://www.google.com.br/maps/place/R.+Delorges+Alves+Caminha+-+Passo+Fundo,+RS,+99042-800/@-28.220493,-52.3705684,348m/data=!3m1!1e3!4m5!3m4!1s0x94e2c024e751de85:0x1f87d6ce0564b4ff!8m2!3d-28.2204263!4d-52.3700772?hl=pt-BR&authuser=0 Rua Delorges Alves Caminha] - Google Maps</ref>


== Conteúdos de seu acervo ==
== Conteúdos de seu acervo ==
=== Imagens ===
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|[[File:Carteira de Identidade Delorges Caminha em 1930.jpg|center|thumb|215x215px|Carteira de Identidade Delorges Caminha em 1930]]
|[[File:Carteira de Identidade Delorges Caminha em 1930.jpg|center|thumb|163x163px|Carteira de Identidade Delorges Caminha em 1930]]
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|[[File:Teatro Amador Delorges Caminha 1 Desc.jpg|center|thumb|150x150px|Teatro Amador Delorges Caminha 1]]
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|[[File:Teatro Amador Delorges Caminha 2 Desc.jpg|center|thumb|150x150px|Teatro Amador Delorges Caminha 2]]
|[[File:Cartaz Cine Teatro Imperial em 1944.jpg|center|thumb|178x178px|Cartaz Cine Teatro Imperial em 1944]]
|[[File:Grupo Escola de Teatro Amador Delorges Caminha em 1963 Odone Antonio Corá.jpg|center|thumb|150x150px|Grupo Escola de Teatro Amador Delorges Caminha em 1963]]
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== Referências ==
== Referências ==
[[Category:Pessoas]]


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<references />
[[Category:Ruas]]
[[Category:Genealogia]]
[[Category:APL Acadêmicos]]

Latest revision as of 15:48, 7 April 2025

Delorges Caminha
Delorges Alves Caminha
Nome completo Delorges Alves Caminha
Ocupação Ator
Genealogia

Delorges Alves Caminha nasceu dia 6 de outubro de 1902 em Passo Fundo, filho de Antonio Manoel Caminha e de Raphaela Alves, casou-se com Leonor Silva di Genari, faleceu em 19 de abril de 1971, no Rio de Janeiro tendo sido sepultado no Cemitério São João Batista, no Rio.

Biografia

Uma breve história de vida de Delorges Alves

Quando Delorges Alves Caminha nasceu em 6 de outubro de 1902, em Passo Fundo, Rio Grande do Sul, Brasil, seu pai, Antonio Manoel Caminha, tinha 32 anos e sua mãe, Raphaela Alves, tinha 28 anos. Ele casou-se com Leonor Silva di Genari em 1934, em Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil. Ele imigrou para o Salvador, Bahia, Brasil em 1942. Ele faleceu em 19 de abril de 1971, em Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil, com 68 anos.


Delorges Alves Caminha nasceu em Passo Fundo a 06-10-1902, filho de Antonio Manoel Caminha e de Raphaela Alves Caminha. Seu pai possuía farmácia na Rua do Comércio (Avenida Brasil). Além de medicamentos de sua própria fórmula, produzia produtos de beleza, como a pasta “Carmen”. Conhecido pela sua benemerência, faleceu nesta cidade em novembro de 1921. Delorges praticou teatro amador desde adolescente, havendo menção de ter participado do Grupo X de Comédias e Variedades. Partiu de Passo Fundo em 1921 ou 1922, engajando-se numa companhia de teatro como auxiliar de cenógrafo. (DAMIAN, Heleno e Marco A. (2008). pg.282-284 )[1]


A 13-11-25, procedente de Santa Maria, aqui chegou a tão esperada Companhia Nacional de Operetas. (ON nº 43, de 14-11-25.) Os preparativos para a estréia vinham sendo anunciados na Gazeta há meses: “A Empresa do Coliseu vai ornamentar o teatro por ocasião da chegada da Companhia e iluminá-lo feéricamente. Nota-se grande entusiasmo pela temporada elegante da Companhia nesta cidade, uma das poucas do Rio Grande do Sul que vai ter a honra de receber a visita da novel e já notável Companhia.” (Gazeta nº 24, de 0208-25.) (DAMIAN, Heleno e Marco A. (2008). página 280)[1]


Bonequinha de Seda estreou no Coliseu no dia 29-05-37, um sábado, em sessão única, às 20h30min: “CINEMA. BONEQUINHA DE SEDA. Finalmente, Passo Fundo vai, a partir de hoje, presenciar uma produção nacional para a qual estão convergindo todas as curiosidades. Trata-se de ‘Bonequinha de Seda’, a grande realização de Oduvaldo Vianna, para cujos intérpretes voltam-se todos os olhos. (...) Delorges Caminha é um grande talento que o teatro teimava em encarecer nos estreitos limites dos seus ângulos. (DAMIAN, Heleno e Marco A. (2008). página 285)[1]


No período de 25-07 a 1º-08-44 apresentou-se no Imperial, sob os auspícios do Governo do Estado e orientação do DEIP, a Companhia de Comédias Delorges Caminha. Foram encenadas as seguintes peças: 25 – A Vergonha da Família, de Joracy Camargo; 26 – Cidadão Zero, de Delorges Caminha e Gastão Pereira da Silva; 27 – O Diabo Enlouqueceu!, de Paulo Magalhães; 28 – O Simpático Jeremias, de Gastão Tojeiro; 29 – As Três Helenas, de Armand Mooeh; 30 – A Culpa é do Coração, de Hélio Soveral (tarde) e O Casca Grossa, de José Vanderley e Daniel Rocha (noite); 31 – O Maluco nº 4; 1º - Iaiá Boneca, de Ernani Fornari. (DAMIAN, Heleno e Marco A. (2008). página 345)[1]


Fundada em julho de 1953, a Cultura Artística era uma entidade constituída por sócios, que pagavam uma mensalidade. Apesar de ser uma entidade registrada, não tinha sede própria, funcionando onde era conveniente. (Charles Pimentel. 2007)[2]


Delorges Alves Caminha nasceu em Passo Fundo a 06-10-1902, filho de Antonio Manoel Caminha e de Raphaela Alves Caminha. Seu pai possuía farmácia na Rua do Comércio (Av. Brasil, esquina com a Rua Cel. Chicuta, onde hoje se encontra a Ótica Rudi. Delorges praticou teatro amador desde a adolescência. Há menção de ter participado do Grupo X de Comédias e Variedades. (Heleno Alberto Damian e Marco Antônio Damian, 2011)[3]


No nicho 3598, na quadra 6, no Cemitério São João Baptista, em Botafogo, no Rio de Janeiro, repousam os restos mortais de Delorges Alves Caminha. Localizado a cerca de 100 m do pórtico de entrada, em uma área não tão nobre do famoso Campo Santo criado em 1852 por Dom Pedro II, que se destaca pela beleza arquitetônica e pelas celebridades ali sepultadas, esse nicho, que faz parte de um grande bloco, denota certo abandono. (Gilberto Rocca da Cunha, 2019)[4]


Títulos, prêmios e honrarias

Grupo Escola de Teatro Amador Delorges Caminha

  • 2008 - Criação do Grupo Escola de Teatro Amador Delorges Caminha (DAMIAN, Heleno e Marco A. (2008). página 370)[1]

Membro da APLetras

  • 1965 - Acadêmico ocupante da cadeira APLetras nº ??(Honorário) [5] (LECH, Osvandré LC. (2013). pg.36)[6] (SANTOS, Sabino R. (1965). pg.34-36)[7]

Rua Delorges Alves Caminha

  • 2018 - LEI Nº 5353, DE 25 DE SETEMBRO DE 2018[8] Denomina de Rua Delorges Alves Caminha, a atual Rua B do Loteamento Canaã. - Localização[9]

Conteúdos de seu acervo

Carteira de Identidade Delorges Caminha em 1930
Teatro Amador Delorges Caminha 1
Teatro Amador Delorges Caminha 2
Cartaz Cine Teatro Imperial em 1944
Grupo Escola de Teatro Amador Delorges Caminha em 1963

Conteúdos relacionados

Referências

  1. ↑ 1.0 1.1 1.2 1.3 1.4 DAMIAN, Heleno e Marco A. (2008). Páginas da Belle Époque Passo-fundense -Passo Fundo: Passografic, 379 páginas Transcrito
  2. ↑ Cultura Artística e o Teatro Amador Delorges de Caminha, Em 07/08/2007, por Charles Pimentel
  3. ↑ Delorges Caminha, dados biográficos, Em 29/04/2011, por Heleno Alberto Damian e Marco Antônio Damian
  4. ↑ O nicho 3598, Em 26/07/2019, por Gilberto Rocca da Cunha
  5. ↑ Relação de Acadêmicos e Patronos da APLetras - Em 11/05/2008, por Santina Rodrigues Dal Paz
  6. ↑ LECH, Osvandré LC. (2013). 75 anos da Academia Passo-Fundense de Letras. Passo Fundo: Méritos. 312 páginas
  7. ↑ SANTOS, Sabino R. (1965). Academia Passo Fundense de Letras: Breve Histórico. -Passo Fundo: NI. 80 páginas Digitalizado
  8. ↑ LEI Nº 5353, DE 25 DE SETEMBRO DE 2018 - leismunicipais.com.br
  9. ↑ Rua Delorges Alves Caminha - Google Maps