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|Círculo Operário Passo Fundense
|Círculo Operário Passo Fundense
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|Local


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|Av Brasil


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== Histórico==
== Histórico==
Edificação onde funcionou o Círculo Operário Passofundense (1950 -sem data). "O Círculo Operário Passofundense (COPF), mantenedor da Escola de Ensino Fundamental Circulo Operário (ECO), foi fundado em 14 de julho de 1935. É uma associação sem fins lucrativos, constituída pela união de pessoas e é a entidade coordenadora do Movimento Circulista em Passo Fundo" (Federação dos Círculos Operários do Rio Grande do Sul). Fonte: Fundo Fotográfico do AHR
Edificação onde funcionou o Círculo Operário Passofundense (1950 -sem data). "O Círculo Operário Passofundense (COPF), mantenedor da Escola de Ensino Fundamental Circulo Operário (ECO), foi fundado em 14 de julho de 1935. É uma associação sem fins lucrativos, constituída pela união de pessoas e é a entidade coordenadora do Movimento Circulista em Passo Fundo" (Federação dos Círculos Operários do Rio Grande do Sul). Fonte: Fundo Fotográfico do AHR
----Desde 1898 funcionava na cidade uma aula isolada sob a regência da emérita mestra Ana Luiza Ferrão Teixeira, com ótimos resultados dos que a frequentavam. Nessa época o Poder Executivo era representado pelo Intendente Tenente Cel. Pedro Lopes de Oliveira e Vice Intendente Cel. Gervásio Lucas Annes, que não pouparam esforços, junto ao então Presidente do Estado Dr. Carlos Barbosa, a fim do que da aula isolada já referida, fosse decretada a criação do Colégio Elementar, sendo a professora Ana Luiza Ferrão Teixeira convidada a lecionar, pelos seus méritos, no referido Colégio. Assim, a 1º de março, por decreto nº 1706, foi criado o Colégio Elementar que passou a funcionar na Av. Brasil esquina com Marcelino Cronologia do ensino em Passo Fundo – Delma Gehn 17 Ramos, num prédio de pau a pique (madeira gradeada e barro). No local hoje se ergue o prédio do Círculo Operário  (GEHM, Delma R. (1976)  páginas 16-18)<ref>GEHM, Delma R. (1976)  [https://projetopassofundo.com.br/images/c/ca/Cronologia_do_ensino_em_Passo_Fundo.pdf Cronologia do ensino em Passo Fundo] -Passo Fundo: Projeto Passo Fundo, 2012. 70 páginas. E-book</ref>
----Três anos após o surgimento em Pelotas (1932), fundou-se o Círculo Operário Passo-fundense, a 14 de julho de 1935, graças a iniciativa do Pe. Carlos Lang e aos esforços de um numeroso grupo de operários. A primeira reunião realizou-se na antiga Sociedade Italiana (hoje Clube Caixeiral e em nova sede. No antigo local hoje se encontram lojas na ala noite 11ente a Praça Marechal Floriano. A pri­meira diretoria ficou assim construída: Presidente - João dos Santos Sousa; Vice-presidente, Olmiro Pinto; 1.o secretário, Francisco Denovaro; 2.o secretário, José Henrique Novaro; 1.o Tesoureiro, José Dossa; 2.o Tesoureiro, João Nozari; Delegado Geral - Ludovico Della Méa; Comissão de Contas - Henrique Belloli e Willy Innig; Oradores - Dr. Otacilio Ribas e Oflides Pas. Assis­tente Eclesiástico, Pe. Carlos Lang. (GEHM, Delma R. (1982). pág. 215)<ref>GEHM, Delma R. (1982). [https://projetopassofundo.com.br/images/1/1a/Passo_Fundo_atrav%C3%A9s_do_tempo_Vol._2.pdf Passo Fundo através do tempo - volume 2: fatos, usos, costumes e valores] -Passo Fundo: Projeto Passo Fundo. 2016. Vol.2. 354 páginas. E-book</ref>
----Três anos após o surgimento em Pelotas (1932), fundou-se o Círculo Operário Passo-fundense, a 14 de julho de 1935, graças a iniciativa do Pe. Carlos Lang e aos esforços de um numeroso grupo de operários. A primeira reunião realizou-se na antiga Sociedade Italiana (hoje Clube Caixeiral e em nova sede. No antigo local hoje se encontram lojas na ala noite 11ente a Praça Marechal Floriano. A pri­meira diretoria ficou assim construída: Presidente - João dos Santos Sousa; Vice-presidente, Olmiro Pinto; 1.o secretário, Francisco Denovaro; 2.o secretário, José Henrique Novaro; 1.o Tesoureiro, José Dossa; 2.o Tesoureiro, João Nozari; Delegado Geral - Ludovico Della Méa; Comissão de Contas - Henrique Belloli e Willy Innig; Oradores - Dr. Otacilio Ribas e Oflides Pas. Assis­tente Eclesiástico, Pe. Carlos Lang. (GEHM, Delma R. (1982). pág. 215)<ref>GEHM, Delma R. (1982). [https://projetopassofundo.com.br/images/1/1a/Passo_Fundo_atrav%C3%A9s_do_tempo_Vol._2.pdf Passo Fundo através do tempo - volume 2: fatos, usos, costumes e valores] -Passo Fundo: Projeto Passo Fundo. 2016. Vol.2. 354 páginas. E-book</ref>
----A Igreja Católica, no decurso de sua história, vem se empenhando na defesa dos oprimidos, pobres e operários. Foi assim que, em diferentes épocas e segundo as necessidades, vem empregando meios adequados à manutenção da paz e da justiça social. Um desses momentos decisivos da Igreja, no que diz respeito às classes menos favorecidas, ocorreu com o Papa Leão XIII, no século passado. Sua encíclica denominada “Rerum Novarum” constitui-se num documento em defesa do operário moderno e na afirmação de seus direitos. A partir desse documento começaram a surgir os Círculos Operários no mundo todo e também no Brasil. (Helena Rotta de Camargo e Irmã Maria Trombini, 2007)<ref>[[Círculo Operário Passo-Fundense, dados históricos]] '''-''' Em 07/08/2007, por [[Helena Rotta de Camargo]] e [[Maria Trombini|Irmã Maria Trombini]]</ref>
----Não é exagero afirmar que o dito ciclo da madeira – extração, industrialização e comercialização – em Passo Fundo e em seu entorno regional foi um dos mais dinâmicos e expoentes do Sul do Brasil. A oferta abundante de pinhais (araucárias) e outras madeiras “de lei” atraiu grandes grupos de extração e comercialização, que tiveram presença marcante por aproximadamente meio século (entre 1910-1960) entre os quais, os da família Birman, Benincá, Yoschpe, Lângaro, Franciosi, Annoni Nedeff, Salton, Bonotto, Ceni, Tomasini, Bordignon, Della Méa, Quadros, Lunardi, Graeff, Zanatta, Bastos, Berthier, Brenner, Benvegnú, Dietrich, Bassegio, Scherer, Scheibel, Napp, Weisheimer, Ceratti, Sudbrack, Goelzer, Kerpen, Azambuja, Grando e centenas de outros. (João Carlos Tedesco, 2007)<ref>[[Ciclo da madeira]] '''-''' Em 07/08/2007, por [[João Carlos Tedesco]]</ref>
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== Títulos, prêmios e honrarias==
== Conteúdos de seu acervo==
 
== Conteúdos de seu acervo ==


== Conteúdos relacionados ==
== Conteúdos relacionados ==
* 2007 - [[Círculo Operário Passo-Fundense, dados históricos]] '''-''' Em 07/08/2007, por [[Helena Rotta de Camargo]] e [[Maria Trombini|Irmã Maria Trombini]]


== Referências ==
== Referências ==

Latest revision as of 11:00, 21 June 2025

Círculo Operário Passo Fundense
Círculo Operário Passo Fundense em 1950
Nome Círculo Operário Passo Fundense
Local Av Brasil

Círculo Operário Passo Fundense

Histórico

Edificação onde funcionou o Círculo Operário Passofundense (1950 -sem data). "O Círculo Operário Passofundense (COPF), mantenedor da Escola de Ensino Fundamental Circulo Operário (ECO), foi fundado em 14 de julho de 1935. É uma associação sem fins lucrativos, constituída pela união de pessoas e é a entidade coordenadora do Movimento Circulista em Passo Fundo" (Federação dos Círculos Operários do Rio Grande do Sul). Fonte: Fundo Fotográfico do AHR


Desde 1898 funcionava na cidade uma aula isolada sob a regência da emérita mestra Ana Luiza Ferrão Teixeira, com ótimos resultados dos que a frequentavam. Nessa época o Poder Executivo era representado pelo Intendente Tenente Cel. Pedro Lopes de Oliveira e Vice Intendente Cel. Gervásio Lucas Annes, que não pouparam esforços, junto ao então Presidente do Estado Dr. Carlos Barbosa, a fim do que da aula isolada já referida, fosse decretada a criação do Colégio Elementar, sendo a professora Ana Luiza Ferrão Teixeira convidada a lecionar, pelos seus méritos, no referido Colégio. Assim, a 1º de março, por decreto nº 1706, foi criado o Colégio Elementar que passou a funcionar na Av. Brasil esquina com Marcelino Cronologia do ensino em Passo Fundo – Delma Gehn 17 Ramos, num prédio de pau a pique (madeira gradeada e barro). No local hoje se ergue o prédio do Círculo Operário (GEHM, Delma R. (1976) páginas 16-18)[1]


Três anos após o surgimento em Pelotas (1932), fundou-se o Círculo Operário Passo-fundense, a 14 de julho de 1935, graças a iniciativa do Pe. Carlos Lang e aos esforços de um numeroso grupo de operários. A primeira reunião realizou-se na antiga Sociedade Italiana (hoje Clube Caixeiral e em nova sede. No antigo local hoje se encontram lojas na ala noite 11ente a Praça Marechal Floriano. A pri­meira diretoria ficou assim construída: Presidente - João dos Santos Sousa; Vice-presidente, Olmiro Pinto; 1.o secretário, Francisco Denovaro; 2.o secretário, José Henrique Novaro; 1.o Tesoureiro, José Dossa; 2.o Tesoureiro, João Nozari; Delegado Geral - Ludovico Della Méa; Comissão de Contas - Henrique Belloli e Willy Innig; Oradores - Dr. Otacilio Ribas e Oflides Pas. Assis­tente Eclesiástico, Pe. Carlos Lang. (GEHM, Delma R. (1982). pág. 215)[2]


A Igreja Católica, no decurso de sua história, vem se empenhando na defesa dos oprimidos, pobres e operários. Foi assim que, em diferentes épocas e segundo as necessidades, vem empregando meios adequados à manutenção da paz e da justiça social. Um desses momentos decisivos da Igreja, no que diz respeito às classes menos favorecidas, ocorreu com o Papa Leão XIII, no século passado. Sua encíclica denominada “Rerum Novarum” constitui-se num documento em defesa do operário moderno e na afirmação de seus direitos. A partir desse documento começaram a surgir os Círculos Operários no mundo todo e também no Brasil. (Helena Rotta de Camargo e Irmã Maria Trombini, 2007)[3]


Não é exagero afirmar que o dito ciclo da madeira – extração, industrialização e comercialização – em Passo Fundo e em seu entorno regional foi um dos mais dinâmicos e expoentes do Sul do Brasil. A oferta abundante de pinhais (araucárias) e outras madeiras “de lei” atraiu grandes grupos de extração e comercialização, que tiveram presença marcante por aproximadamente meio século (entre 1910-1960) entre os quais, os da família Birman, Benincá, Yoschpe, Lângaro, Franciosi, Annoni Nedeff, Salton, Bonotto, Ceni, Tomasini, Bordignon, Della Méa, Quadros, Lunardi, Graeff, Zanatta, Bastos, Berthier, Brenner, Benvegnú, Dietrich, Bassegio, Scherer, Scheibel, Napp, Weisheimer, Ceratti, Sudbrack, Goelzer, Kerpen, Azambuja, Grando e centenas de outros. (João Carlos Tedesco, 2007)[4]


Conteúdos de seu acervo

Conteúdos relacionados

Referências


  1. ↑ GEHM, Delma R. (1976) Cronologia do ensino em Passo Fundo -Passo Fundo: Projeto Passo Fundo, 2012. 70 páginas. E-book
  2. ↑ GEHM, Delma R. (1982). Passo Fundo através do tempo - volume 2: fatos, usos, costumes e valores -Passo Fundo: Projeto Passo Fundo. 2016. Vol.2. 354 páginas. E-book
  3. ↑ Círculo Operário Passo-Fundense, dados históricos - Em 07/08/2007, por Helena Rotta de Camargo e Irmã Maria Trombini
  4. ↑ Ciclo da madeira - Em 07/08/2007, por João Carlos Tedesco