Difference between revisions of "Colégio Marista Nossa Senhora da Conceição"
| (3 intermediate revisions by the same user not shown) | |||
| Line 30: | Line 30: | ||
----Nesse capítulo pretende-se apresentar os passos iniciais do ensino privado na cidade de Passo Fundo/RS, enfatizando-se as experiências permanentes. As iniciativas educacionais, datadas do início do século XX, em muito refletem peculiaridades fundamentadas nos contextos, tanto religioso como político, do município, do Rio Grande do Sul e do Brasil. Sabe-se que ações que versavam sobre a instrução se desenvolveram de maneira tardia no Brasil. Apenas em 1827, cinco anos após a emancipação do país, apresentou-se a primeira lei sobre o ensino primário de crianças em escolas. Naquele período e nos anos que se seguiram, localidades emergentes encontrariam barreiras logísticas e estruturais para implantar suas classes de alfabetização. Afinal, os municípios eram vastas extensões de terra, com pouco ou nada em comum; e a administração dessa territorialidade também era restrita, o que dificultava os avanços econômicos e sociais. (Natália Carla Vanelli e Roberto Biluczyk, 2019<ref>[[Primeiros passos do ensino privado em Passo Fundo]] ''Em 31/10/2019, por Natália Carla Vanelli e [[Roberto Biluczyk]]''</ref>) | ----Nesse capítulo pretende-se apresentar os passos iniciais do ensino privado na cidade de Passo Fundo/RS, enfatizando-se as experiências permanentes. As iniciativas educacionais, datadas do início do século XX, em muito refletem peculiaridades fundamentadas nos contextos, tanto religioso como político, do município, do Rio Grande do Sul e do Brasil. Sabe-se que ações que versavam sobre a instrução se desenvolveram de maneira tardia no Brasil. Apenas em 1827, cinco anos após a emancipação do país, apresentou-se a primeira lei sobre o ensino primário de crianças em escolas. Naquele período e nos anos que se seguiram, localidades emergentes encontrariam barreiras logísticas e estruturais para implantar suas classes de alfabetização. Afinal, os municípios eram vastas extensões de terra, com pouco ou nada em comum; e a administração dessa territorialidade também era restrita, o que dificultava os avanços econômicos e sociais. (Natália Carla Vanelli e Roberto Biluczyk, 2019<ref>[[Primeiros passos do ensino privado em Passo Fundo]] ''Em 31/10/2019, por Natália Carla Vanelli e [[Roberto Biluczyk]]''</ref>) | ||
----O Colégio Marista Conceição passou a ser administrado pela Congregação dos Irmãos Maristas, em 1º de março de 1929. Antes disso, porém, os religiosos tiveram uma curta experiência em Passo Fundo, dirigindo o Colégio São Pedro, voltado ao ensino de crianças com poucas condições financeiras, a partir de 1906. Inicialmente subsidiada pelo poder público, a escola se inviabilizou com a retirada do incentivo, causando o fechamento da instituição e a saída dos irmãos da cidade, em 1910. Em 1914, o professor Emílio Stigler supervisionou o Colégio Nossa Senhora da Conceição, criado pelos padres palotinos, até sua desativação em 1919. Em 1922, o educandário é reativado, sendo vendido aos Maristas em 1929, que retomaram suas ações em Passo Fundo. Nesse período, a escola estava situada na Rua Teixeira Soares, onde os religiosos mandaram construir um novo prédio de alvenaria. (Roberto Biluczyk, 2019<ref>[[Colégio Marista Conceição]] Em 09/07/2019, por [[Roberto Biluczyk]]</ref>) | ----O Colégio Marista Conceição passou a ser administrado pela Congregação dos Irmãos Maristas, em 1º de março de 1929. Antes disso, porém, os religiosos tiveram uma curta experiência em Passo Fundo, dirigindo o Colégio São Pedro, voltado ao ensino de crianças com poucas condições financeiras, a partir de 1906. Inicialmente subsidiada pelo poder público, a escola se inviabilizou com a retirada do incentivo, causando o fechamento da instituição e a saída dos irmãos da cidade, em 1910. Em 1914, o professor Emílio Stigler supervisionou o Colégio Nossa Senhora da Conceição, criado pelos padres palotinos, até sua desativação em 1919. Em 1922, o educandário é reativado, sendo vendido aos Maristas em 1929, que retomaram suas ações em Passo Fundo. Nesse período, a escola estava situada na Rua Teixeira Soares, onde os religiosos mandaram construir um novo prédio de alvenaria. (Roberto Biluczyk, 2019<ref>[[Colégio Marista Conceição]] Em 09/07/2019, por [[Roberto Biluczyk]]</ref>) | ||
----O grupo de escoteiros Cariris criado pelos irmãos maristas do Colégio Nossa Senhora da Conceição foi fundado ainda nos anos de 1940. Posteriormente foi desarticulado. Em 1965, sob o comando dos Chefes, Irmão Sireno Romano Conti e Irmão Dealmo Valentim Lunkes, foi reativado. (Marco Antônio Damian, em 1966)<ref>[[Escoteiros Cariris do Conceição]] Em 1966 por [[Marco Antônio Damian]]</ref> | |||
---- | ---- | ||
| Line 44: | Line 45: | ||
|[https://onedrive.live.com/?id=%2Fpersonal%2Fdfe50fef06586667%2FDocuments%2FAcervo%20Projeto%20PFundo%2F1%2DConte%C3%BAdos%20do%20acervo%20ProjetoPF%2FCol%C3%A9gio%20Marista%20Nossa%20Senhora%20da%20Concei%C3%A7%C3%A3o&viewid=00000000%2D0000%2D0000%2D0000%2D000000000000&view=0 Downloads] | |[https://onedrive.live.com/?id=%2Fpersonal%2Fdfe50fef06586667%2FDocuments%2FAcervo%20Projeto%20PFundo%2F1%2DConte%C3%BAdos%20do%20acervo%20ProjetoPF%2FCol%C3%A9gio%20Marista%20Nossa%20Senhora%20da%20Concei%C3%A7%C3%A3o&viewid=00000000%2D0000%2D0000%2D0000%2D000000000000&view=0 Downloads] | ||
|} | |} | ||
== Conteúdos relacionados == | == Conteúdos relacionados == | ||
Latest revision as of 17:33, 15 December 2025
| Colégio Conceição | |
|---|---|
| Nome | Colégio Marista Nossa
Senhora da Conceição |
Colégio Marista Nossa Senhora da Conceição em 1907 foi instalado na cidade o Colégio São Pedro, regido pelos Irmãos Maristas, onde foram matriculados, ás expensas do município, 15 alunos pobres.
Histórico
1907 – Funcionavam com regularidade e animadora frequência, neste município, 10 aulas públicas estaduais de ensino primário, sendo 4 na cidade, 6 nos distritos rurais, achando-se duas vagas. Nesse ano foi instalado na cidade o Colégio São Pedro, regido pelos Irmãos Maristas, onde foram matriculados, ás expensas do município, 15 alunos pobres. A Intendência subvencionava esse educandário com 1:500$000 (um conto e quinhentos) por ano. A aula de Pontão dispendeu, do município 68$000 (sessenta e oito mil réis) para sua manutenção.
1914- O número de aulas não foi alterado. No começo desse ano o professor Emílio Stigler abriu um grande Colégio sob a égide de nome de Nossa Senhora da Conceição. O Dr. Nicolau de Araújo Vergueiro lecionou, gratuitamente, e pelo espaço de 2 anos, a cátedra de história do Brasil e Universal. Nesse o município dispendeu com a instrução pública uma verba de 672$000 (seiscentos e setenta e dois mil réis), mais uma ajuda de causas para o Colégio Conceição de 1:200$000 (um conto e duzentos mil réis).
1929 – O Intendente, Dr. Nicolau de Araújo Vergueiro, preocupado com medidas drásticas do Estado, fechando algumas escolas e suspendendo verbas de subvenção a outras, mandou reabrir as aulas fechadas, comprometendo-se, caso o Estado não efetivasse o pagamento, o que logo fez, satisfazer todas as despesas do meu próprio bolso. Nesse ano o Irmão Cesário (Emilio Cesário), abriu as portas do Ginásio Nossa Senhora da Conceição, à rua Teixeira Soares, em terreno adquirido por 42:000$000 (quarenta e dois contos de réis), fronteiro ao Hospital São Vicente de Paulo (nesse local hoje se ergue o edifício Conceição). Empenhou-se de imediato, para conseguir reconhecimento oficial dos cursos o que obteve com o decreto n.º 506 de 16 de dezembro de 1932. O n.º de alunos cresceu espantosamente e uma nova casa se fez necessário. Em 1947 era instalado em novo prédio, para esse fim construído, à rua Paissandu esquina com a Fagundes dos Reis, n.º 889. A pedra fundamental do novo edifício foi benta a 10 de dezembro de 1943. Em obediência ao lema do hoje, Colégio Conceição: “SEMPRE MAIS ALTO” na casa funciona 1.º e 2.º grau, técnico em Contabilidade, Auxiliar em Contabilidade, uma extraordinária Banda Marcial e prática de esportes. O Curso Colegial foi reconhecido em 19 de julho de 1952. Esse modelar educandário muito favoreceu a região e cidades vizinhas e até mesmo do Estado de Santa Catarina, com um Internato que facilitava a permanência de estudantes residentes fora da cidade. Esse Internato hoje não mais funciona. No governo municipal do Dr. Daniel Dipp, o Colégio recebeu auxílio para prosseguimento de suas obras. Esse colégio tem sido dirigido sucessivamente pelos irmãos Emilio Cesário e 1929 a 1932; João Rafael de 1933 a 1935; Tomás de Vilanova em 1936; Paulo Norberto de 1937 a 1943; Paulo Maria de 1948 a 1951; Vendelino de 1952 a 1953; Irmão Gelásio de 1954 a 1960, daí em diante passaram pela casa os irmãos Sebastião, Sérgio e atualmente Telmo Valentim. Esse Colégio é o antigo do Sr. Emílio Stigler, adquirido em dezembro de 1928. (GEHM, Delma R. (1976) páginas 15-19-26)[1]
O Colégio Nossa Senhora da Conceição foi criado pelo professor Emilio Stigler em 1914. Os cursos preliminares e o 1º grau funcionaram, a princípio, na sede da Sociedade Italiana, na Praça Marechal Floriano. Era misto e fechou em 1919. Reabriu a 02-02-22, sob a direção do fundador, na Rua Paissandu nº 52. Em 1923 a superintendência do agora Ginásio estava a cargo do Pe. Pedro Wimmer P. S. M. e o Corpo Docente era o seguinte: Pe. Erasmo Raabe P. S. M., religião; Emilio Stigler, línguas; Rosalina Paes, curso complementar; Edith Issler, primário; e Annita Morsch, pintura. Nesse ano o número de alunos chegou a 157. A 02-04-23, “anexo” ao Ginásio, na Avenida Brasil nº 114, abriu-se uma “seção” para meninas, “até que assumam a direção as Freiras, que esperamos”. A 15-01-29 os Irmãos Maristas assumiram efetivamente a direção do Ginásio, substituindo os Padres Palotinos. A 24-11-29 foi lançada a pedra fundamental do novo prédio, inaugurado a 19-10-30, na Rua Teixeira Soares, construção dirigida pelo próprio diretor, Irmão Emilio Cesário. (O Gaúcho nº 41, de 1º-11-14; A Época nº 54, de 09-02-22; nº 107, de 26-04-23; Mensagem do Intendente, 1923; ON nº 371, de 17-01-29; nº 492, de 21-11-29; e Jornal da Serra nº 3, de 21-05-30.); Natural de Bouzouville, França, o Irmão Emilio Cesario entrou para a congregação dos Irmãos Maristas em 1898. Bacharelou-se em 1904, pela Academia de Marselha, ano em que veio para o Brasil. Designado para o Colégio São Pedro, aqui permaneceu até 1908, quando se transferiu para Bom Princípio. Entre 1916 e 1922 dirigiu o Colégio São José, em Porto Alegre. Em 1929 voltou a Passo Fundo, onde assumiu a direção do Ginásio Nossa Senhora da Conceição. Dirigiu também o Instituto Champagnat. (Jornal da Serra nº 3, de 21-05-30.) Do livro: Do livro: (Páginas da Belle Époque Passo-fundense[2])
Na década de 60 , algum tempo depois, voltando a Passo Fundo, Osvino Both foi ordenado Padre e ficou vinculado à diocese. Sabedor do andamento dos Corais Viva a Gente no país, Padre Osvino sugeriu aos professores do Colégio Conceição que convidassem o grupo de Porto Alegre para uma apresentação na cidade. Os irmãos Maristas apoiaram a idéia e o Coral se apresentou no Clube Comercial, no ano de 1967. Nesta noite, após a apresentação, emocionados pelo entusiasmo e alegria que contagiavam, alguns jovens aceitaram o convite do grupo e subiram ao palco para cantarem juntos a música tema (Viva Gente). Tinha acabado de nascer o grupo Viva a Gente Passo Fundo. (Alice Silva Tocchetto, 2012[3])
Publicado em razão da Exposição que ocorreria em 1939, o “Guia Ilustrado Comercial, Industrial e Profissional da Cidade de Passo Fundo”, oitenta anos mais tarde, pode ser utilizado para a pesquisa histórica relativa ao desenvolvimento do setor educacional na cidade e na região, uma vez que conta também com dados relativos a antigos distritos passo-fundenses, hoje emancipados. De acordo com a publicação, a instrução pública e privada era bastante desenvolvida no núcleo, dispondo as escolas estaduais de diversos estatutos, definidos como colégios, grupos escolares e escolas complementares. Destas, o Guia salienta a atuação do Colégio Elementar Protásio Alves, o mais antigo estabelecimento de ensino da cidade, fundado em abril de 1911. “Pioneiro da instrução”, o educandário estava instalado – assim como nos dias de hoje – em prédio próprio junto à Praça da República (atualmente Praça Ernesto Tocchetto). O Colégio possuía em 1939, 1240 alunos, atendidos por 34 professores. (Alex Antônio Vanin e Roberto Biluczyk, 2019[4])
Nesse capítulo pretende-se apresentar os passos iniciais do ensino privado na cidade de Passo Fundo/RS, enfatizando-se as experiências permanentes. As iniciativas educacionais, datadas do início do século XX, em muito refletem peculiaridades fundamentadas nos contextos, tanto religioso como político, do município, do Rio Grande do Sul e do Brasil. Sabe-se que ações que versavam sobre a instrução se desenvolveram de maneira tardia no Brasil. Apenas em 1827, cinco anos após a emancipação do país, apresentou-se a primeira lei sobre o ensino primário de crianças em escolas. Naquele período e nos anos que se seguiram, localidades emergentes encontrariam barreiras logísticas e estruturais para implantar suas classes de alfabetização. Afinal, os municípios eram vastas extensões de terra, com pouco ou nada em comum; e a administração dessa territorialidade também era restrita, o que dificultava os avanços econômicos e sociais. (Natália Carla Vanelli e Roberto Biluczyk, 2019[5])
O Colégio Marista Conceição passou a ser administrado pela Congregação dos Irmãos Maristas, em 1º de março de 1929. Antes disso, porém, os religiosos tiveram uma curta experiência em Passo Fundo, dirigindo o Colégio São Pedro, voltado ao ensino de crianças com poucas condições financeiras, a partir de 1906. Inicialmente subsidiada pelo poder público, a escola se inviabilizou com a retirada do incentivo, causando o fechamento da instituição e a saída dos irmãos da cidade, em 1910. Em 1914, o professor Emílio Stigler supervisionou o Colégio Nossa Senhora da Conceição, criado pelos padres palotinos, até sua desativação em 1919. Em 1922, o educandário é reativado, sendo vendido aos Maristas em 1929, que retomaram suas ações em Passo Fundo. Nesse período, a escola estava situada na Rua Teixeira Soares, onde os religiosos mandaram construir um novo prédio de alvenaria. (Roberto Biluczyk, 2019[6])
O grupo de escoteiros Cariris criado pelos irmãos maristas do Colégio Nossa Senhora da Conceição foi fundado ainda nos anos de 1940. Posteriormente foi desarticulado. Em 1965, sob o comando dos Chefes, Irmão Sireno Romano Conti e Irmão Dealmo Valentim Lunkes, foi reativado. (Marco Antônio Damian, em 1966)[7]
Títulos, prêmios e honrarias
Conteúdos de seu acervo
| Tipo | Conteúdos do acervo - ProjetoPF | Abrir Pasta |
| Fotos | Pasta com os arquivos de fotos digitalizados | Downloads |
Conteúdos relacionados
Referências
- ↑ GEHM, Delma R. (1976) Cronologia do ensino em Passo Fundo -Passo Fundo: Projeto Passo Fundo, 2012. 70 páginas. E-book
- ↑ DAMIAN, Heleno e Marco A. (2008). Páginas da Belle Époque Passo-fundense -Passo Fundo: Passografic, 212 páginas 35,7 MB digitalizado
- ↑ HISTÓRIA DO VIVA A GENTE EM PASSO FUNDO Em 05/04/2012, por Alice Silva Tocchetto
- ↑ O contexto educacional de Passo Fundo na década de 1930 Em 2019, por Alex Antônio Vanin e Roberto Biluczyk
- ↑ Primeiros passos do ensino privado em Passo Fundo Em 31/10/2019, por Natália Carla Vanelli e Roberto Biluczyk
- ↑ Colégio Marista Conceição Em 09/07/2019, por Roberto Biluczyk
- ↑ Escoteiros Cariris do Conceição Em 1966 por Marco Antônio Damian