Difference between revisions of "Batalha do Pulador"

From ProjetoPF
Jump to navigation Jump to search
(Novo reg)
 
(17 intermediate revisions by the same user not shown)
Line 1: Line 1:
{| class="wikitable" style="float: right; margin-left: 20px; margin-top: -5px; width=100%" |+
{| class="wikitable" style="float: right; margin-left: 20px; margin-top: -5px; width=100%" |+


|-
|-  


! colspan="2" style="text-align:center;" |
! colspan="2" style="text-align:center;" |Batalha do Pulador


|- align="center"
|- align="center"


| colspan="2" |Foto:
| colspan="2" |[[File:Sede da fazenda dos Melos em 2014 Lindolfo Kurtz.jpg|center|thumb|Sede da fazenda dos Melos em 2014]]


|-
|-
Line 13: Line 13:
|Nome
|Nome


|
|Batalha do Pulador
 
|-
 
|Data
 
|


|-
|-
Line 25: Line 19:
|Local
|Local


|
|Pulador, RS


|-
|-


|}
|}
''''Batalha do Pulador''' acontecimento histórico mais conhecido pelo nome de Batalha do Pulador, ocorrido no dia 27 de junho de 1894, nas imediações da cidade de Passo Fundo, local denominado "Pulador".
== Histórico==
1948 - Corno o povo do Rio Grande do Sul e do Brasil teve conhecimento, a 27 de junho de 1944, comemoramos o cinqüentenário do combate de Pulador. Para tomarem parte, ou, pelo menos, se fazerem representar nessa homenagem à memória daqueles bravos que se bateram pelos seus ideais, convidamos o sr. Getúlio Vargas e altas autoridades do país. (''Gomercindo dos Reis, 1948)''<ref>[[A Batalha do Pulador]]  E''m 26/06/1948, por [[Gomercindo dos Reis]]''</ref>
----1948 - Corno o povo do Rio Grande do Sul e do Brasil teve conhecimento, a 27 de junho de 1944, comemoramos o cinqüentenário do combate de Pulador. Para tomarem parte, ou, pelo menos, se fazerem representar nessa homenagem à memória daqueles bravos que se bateram pelos seus ideais, convidamos o sr. Getúlio Vargas e altas autoridades do país. (Gomercindo dos Reis, 1948)<ref>[[A Batalha do Pulador: A simples evocação dos heróis de 93 fazia estremecer a ditadura getuliana|A Batalha d o Pulador: A simples evocação dos heróis de 93 fazia estremecer a ditadura getuliana]] - Em 26/06/1948, por [[Gomercindo dos Reis]]</ref>
----1977 - Retrospecto - Na última dezena de junho de 1892, deviam realizar-se no Estado do Rio Grande do Sul, as eleições do novo regime, para a organização definitiva do Estado, depois da queda do Impērio. Essas eleições, por motivo de ordem pūblica, tinham sido adiadas primeira e segunda vez.  (GEHM, Delma R. (1977) Pag 5)<ref name=":2">GEHM, Delma R. (1977) [https://projetopassofundo.com.br/images/3/3e/Passo_Fundo_na_Revolu%C3%A7%C3%A3o_de_1893.pdf Passo Fundo na Revolução de 1893] -Passo Fundo: João Freitas. 16 páginas. Digitalizado</ref>
----1978 - Foi o maior combate travado a poucos quilômetros da cidade, no período federalista, e um dos mais assinalados de quantos se travaram em território brasileiro. Diz Castilhos Goycochea em seu livro “Gumercindo Saraiva”, que as forças governistas, nesta batalha, faziam o batismo da metralhadora, e isso em território passo-fundense. (GEHM, Delma R. (1978) , pg 100-103)<ref name=":0">GEHM, Delma R. (1978) [https://projetopassofundo.com.br/images/0/04/Passo_Fundo_atrav%C3%A9s_do_tempo_Vol._1.pdf Passo Fundo através do tempo - volume 1: histórico e administrativo] -Passo Fundo: Projeto Passo Fundo.  2016. Vol.1. 352 páginas. E-book</ref>
----1978 - Em 24 de fevereiro de 1900, realizou-se no Campo dos Meios, entre a estação Pulador e o Umbu, a cerimônia de inauguração de duas inscrições comemorativas da Batalha de 27 de junho de 1894, colocadas ali pelo cidadão Thomas Canfield para que fossem assinaladas as posições que tinham sido ocupadas, naquela memorável pugna, pelas forças legais e revolucionárias. Foi lavrada ata que foi posteriormente registrada no Cartório de Notas da Cidade e publicada na imprensa  (GEHM, Delma R. (1978) , pg 119)<ref name=":0" />
----1989 - CONVITE 1894-1944 - A comissão abaixo firmada tem a honra de convidar as autoridades civis, militares, eclesiásticas, representa­ções de classes, sociedades recreativas, o Aéreo Clube, e o povo em geral, para assistirem a missa campal que manda­rá rezar pelas almas dos Federalistas e Republicanos que tombaram naquela grande batalha, a 27 de junho de 1894, em defesa dos ideais de Justiça e Liberdade.  (Delma Rosendo Gehm, 1989)<ref>[[O Cinquentenário da maior batalha da revolução de 1893]] - Em 12/12/1989. por [[Delma Rosendo Gehm]]</ref>
----1993 - DUAS VERSÕES SOBRE A BATALHA DO PULADOR “A Divisão Norte, comandada pelo general Lima, regressava pelo caminho de Nonoai, procurando aproximar-se de Passo Fundo, para onde marchou também Gumercindo que, a 26 de junho, passou por aquela cidade, depois de fazer junção com Prestes Guimarães, indo acampar às margens do arroio Pinheiro Torto. A Divisão do Norte estava acampada no Rincão dos Melos. A noite de 26 para 27 foi passada em vigília de armas pelas colunas inimigas. No dia seguinte iria ferir-se o combate mais sangrento de toda a Revolução. (NASCIMENTO, Welci. (1993). páginas 25-28)<ref>NASCIMENTO, Welci. (1993). [https://projetopassofundo.com.br/images/a/a9/Maragatos_e_Pica_Paus_por_que_brigaram_tantoEbk.pdf Maragatos e Pica-Paus, por que brigaram tanto?] -Passo Fundo: Projeto Passo Fundo. 2012. 36 páginas. E-book.</ref>
----2001 - No dia l° de julho de 2001 dois piquetes de cavaleiros encontraram-se no Distrito de Pulador, pela manhã. Um deles partira de Carazinho e o outro de Passo Fundo. Eram homens desarmados. Refaziam parte do trajeto feito há 107 anos por duas parcelas significativas dos exércitos em guerra civil: a Divisão do Norte, governista, comandada pelo general Rodrigues Lima, com a assistência imediata de Pinheiro Machado, e parte do Exército Libertador, sob o comando de Gumercindo Saraiva e Prestes Guimarães. (Paulo Domingos da Silva Monteiro, 2001)<ref>[[A Batalha do Pulador, cavalarianos rememorando a história]] - Em 31/07/2001, por [[Paulo Domingos da Silva Monteiro]]</ref>
----2005 - O presente artigo é o produto de vários anos de leituras e discussões sobre a Batalha do Pulador. Representa a sistematização de estudos divulgados em periódicos ou apresentados em seminários e encontros sobre a Revolução Federalista em Passo Fundo. A opção em imprimi-lo sob a forma de tablóide objetiva reduzir custos ampliando a circulação do texto. Escrito ao correr da pena, o “estilo jornalístico” é evidente e intencional. Como numa reportagem, são aproveitadas passagens quase inteiras de livros consultados. Muitos deles reunindo textos contemporâneos, transpirando odor de pólvora e sangue. (Paulo Domingos da Silva Monteiro, 2005)<ref>[[A Batalha do Pulador (reportagem)]] - Em 09/08/2005, por [[Paulo Domingos da Silva Monteiro]]</ref>
----2006 - Na minha infância tínhamos o hábito - meu pai e eu – de fazer longas caminhadas, aos domingos, nos matos que naqueles tempos circundavam a cidade. Apenas em dias de chuva deixávamos de fazer o passeio, o que para mim era um desgosto. Com um bornal abastecido de galinha na farofa, rapadura e biscoito, além do guarda-chuva, bem cedo, saíamos e passávamos o dia colhendo ervas medicinais, que meu pai conhecia bem, e frutas silvestres; balançando-nos em cipós, vendo e ouvindo pássaros, tomando banho no arroio de águas límpidas e voltando para casa à noitinha, cansados, mas felizes. Esses passeios deram- me resistência física às caminhadas que até hoje pratico. (Lindolfo Kurtz, 2006)<ref>[[Minha História do Pulador]] - Em 30/04/2006, por [[Lindolfo Kurtz]]</ref>
----2006 - Por ocasião de mais um aniversário da Batalha do Pulador, ocorrida em 27 de junho de 1894, é importante resgatar outros aspectos do referido enfrentamento onde federalistas e republicanos lutaram por longas horas, do que resultou em grande número de mortos e feridos. Os marcos históricos estão no local para preservar a memória desse acontecimento, de um período onde o então Estado do Rio Grande do Sul se organizava politicamente sob o novo governo republicano. São dois marcos, construídos alguns anos após o término da batalha, um de frente para o outro e idealizados por grupo de elites dominantes na época, e representam as duas facções envolvidas no conflito, para que o fato jamais seja esquecido. (''Dilse Piccin Corteze e Vera Lúcia Dalbosco, 2006)''<ref>[[Preservando a memória dos marcos históricos do Pulador]], ''Em 2006, por [[Dilse Piccin Corteze]] e [[Vera Lúcia Dalbosco]]''</ref>
----2006 - O município de Passo Fundo foi palco da maior batalha já travada na Revolução Federalista de 1893, sendo uma das maiores e mais sangrentas registradas na história revolucionária do Brasil. E quem nos diz isto, não são só os historiadores, mas também aqueles que participaram da Batalha do Pulador, como Ângelo Dourado, médico desta Revolução, nas páginas de seu diário que virou obra: Voluntários do Martírio. (Jabs Paim Bandeira, 2006)<ref>[[Batalha do Pulador, artigo]] - Em 30/04/2006, por [[Jabs Paim Bandeira]]</ref>
----2006 - Todos os historiadores concordam que a Batalha do Pulador foi um dos mais sangrentos, se não a mais sangrento encontro armado durante a Revolução Federalista ou Revolução de 1893; concordam, ainda, que ali, praticamente, se decidiu a sorte do movimento armado. Depois do Pulador o que se viu foram as forças federalistas retirando-se em direção da Fronteira, na esperança de que seus camaradas exilados operassem uma nova invasão. Enquanto isso, os republicanos se reorganizavam e atacavam os revolucionários por todos os lados. Após a morte de Gomercindo Saraiva, em Carovi, interior de Santiago, a 10 de agosto de 1894, pode-se dizer que a Revolução acabou. Restaram focos isolados, quase exclusivamente na Região de Passo Fundo. A posterior aventura de Campo Osório (24 de junho de 1895) não passou de um pós-escrito revolucionário. (MONTEIRO, Paulo DS (2006).  pg 59-98)<ref name=":1">MONTEIRO, Paulo D S. (2006).  [https://projetopassofundo.com.br/images/d/d7/Combates_da_Revolu%C3%A7%C3%A3o_Federalista_em_Passo_FundoEbk.pdf Combates da Revolução Federalista em Passo Fundo]  --Passo Fundo: Projeto Passo Fundo, 2011. 114 páginas. E-book</ref>
----2007 - Todos os historiadores concordam que a Batalha do Pulador foi (se não o mais sangrento) um dos mais sangrentos encontros armados de toda a Revolução Federalista ou '''Revolução de 1893'''; concordam, ainda, que ali, praticamente, se decidiu a sorte do movimento armado. Depois do Pulador o que se viu foram as forças federalistas se retirando em direção da Fronteira, na esperança de que seus camaradas exilados operassem uma nova invasão. Enquanto isso, os republicanos se reorganizavam e atacavam os revolucionários por todos os lados. (Paulo Domingos da Silva Monteiro, 2007)<ref>[[Batalha do Pulador, na revolução federalista]] - Em 2007, por [[Paulo Domingos da Silva Monteiro]]</ref>
----2007 - A década 2001-2010 foi decretada, pela ONU, como a Década Internacional da Cultura de Paz e Não-Violência para as crianças do mundo. E paz pressupõe um conjunto de valores, atitudes, tradições, comportamentos e estilos de vida que se baseiam, entre outros, no respeito à vida, ao ser humano e à sua dignidade; no combate à violência por meio da educação, do diálogo e da cooperação; e na adesão aos princípios da liberdade, justiça, solidariedade e tolerância, buscando a compreensão entre os povos, entre as comunidades e entre as pessoas. (Ana Carolina Martins da Silva, 2007)<ref>[[Contexto histórico-cultural da Batalha do Pulador]] - Em 30/06/2007, por [[Ana Carolina Martins da Silva]]</ref>
----2007 - A Revolução Federalista de 1893, no Rio Grande do Sul, com sua violência nas lutas entre as facções, ainda é talvez o maior símbolo da força bruta na região do Prata no século XIX. Impressiona o alto número de mortos em combates, 10 a 12 mil, na época com população de um milhão de habitantes. O estigma dessa guerra civil produziu uma farta literatura que exibe as marcas da guerra cruenta: as degolas, coletivas ou individuais, de soldados republicanos (pica-paus) e de federalistas (maragatos). (Jabs Paim Bandeira, 2007)<ref>[[Batalha do Pulador, Artigo]] - Em 07/08/2007, por [[Jabs Paim Bandeira]]</ref>
----2010 - O acontecimento histórico mais conhecido pelo nome de Batalha do Pulador, ocorrido no dia 27 de junho de 1894, envolvendo a coluna federalista, comandada por Gomercindo Saraiva , e a Divisão do Norte, de Francisco Rodrigues de Lima, sempre despertou minha atenção. (MONTEIRO, Paulo D S. (2010). páginas 50-60)<ref>MONTEIRO, Paulo D S. (2010). [https://projetopassofundo.com.br/images/2/27/O_Massacre_de_Porongos_%26_Outras_Hist%C3%B3rias_Ga%C3%BAchasEbk.pdf O Massacre de Porongos & Outras Histórias Gaúchas] --Passo Fundo: Projeto Passo Fundo, 2011. 116 páginas. E-book</ref>
----2012 - É... O fim está chegando. O velho gaúcho, já gasto pelo tempo, curtido pelas intempéries, teve esse pressentimento naquela quarta-feira. Fez suas orações para sua santa Maria Pequena, com uma devoção muito maior do que nos outros dias, e até pensou que, talvez, o momento de falar-lhe pessoalmente estivesse próximo. De qualquer maneira, fosse qual fosse o sentimento de epílogo, iria manter a mesma rotina de muitos anos, prazer que se lhe impusera, muito embora soubesse que no retorno levaria uma tunda de laço de sua companheira.  (Miguel Augusto Guggiana, 2012)<ref>[[Os fantasmas do Pulador|Os fantasmas do Pulador, Conto]]  - Em 24/05/2012, por [[Miguel Augusto Guggiana]]</ref>
----2013 - No ano de 2004, os Cavaleiros do Mercosul foram convidados para uma cavalgada no Pulador, distrito de Passo Fundo, por um grupo de cavaleiros de Carazinho, comandada por Navílio Braneleiro e Darci Vieira, quando palestrantes relembraram a Revolução Federalista de 1893, em especial a Batalha do Pulador, acontecida naquele local, em 27 de junho de 1894. A maior batalha do Brasil e uma das maiores da América do Sul, onde morreram mais de mil pessoas, e outros tantos feridos, em mais de seis horas de ferrenho combate, entre Federalistas (Maragatos) e legalistas (Pica-Paus).  (Jabs Paim Bandeira, 2013)<ref>[[Só o tempo constrói a história e ressuscita seus heróis]] - Em 30/11/2013, por [[Jabs Paim Bandeira]]</ref>
----2016 - Em fins do século XIX a vida cotidiana na cidade de Passo Fundo foi transformada pelas polarizações políticas do Estado. Em 1893 iniciava a Revolução Federalista que oporia os denominados maragatos (federalistas) e os pica-paus (republicanos) e duraria dois anos. Entre os conflitos desta Revolução, deu-se a Batalha do Pulador, em 27 de junho de 1894, combate este que mobilizou cerca de 1600 federalistas e 3000 republicanos, resultando em centenas de mortos e feridos. (ZANOTTO, Gizele. (2016). pagina 23)<ref>ZANOTTO, Gizele. (2016). [https://projetopassofundo.com.br/images/0/09/Mapeamento_patrim%C3%B4nio_imaterial_de_Passo_FundoEbk.pdf Mapeamento do patrimônio imaterial de Passo Fundo RS] -Passo Fundo: Projeto Passo Fundo. 125 páginas. E-book,</ref>
----
[[File:Marco Governistas da Batalha do Pulador em 2021 02 Desc.jpg|left|thumb|120x120px|Marco Governistas da Batalha do Pulador]]


'''Batalha do Pulador'''
===Marcos da Batalha do Pulador===
*1982 - Distando mais ou menos 12 km da cidade de Passo Fundo encontra-se o Monumento da Batalha do Pulador, trava - da a 27 de junho de 1894. Esse monumento foi erguido em 1900, constituído de dois obeliscos, destacando o campo dos Republicanos e dos Maragatos, erguido por Thomas Canfild. É uma relíquia histórica situada no antigo Campo dos Meios. Da cerimônia foi lavrada ata e registrada em cartório do Notário de Passo Fundo, na época, Joaquim de Albuquerque e que segue: "Aos vinte e quatro dias do mês de fevereiro de mil e novecentos, nesta República dos Estados Unidos do Brasil, (GEHM, Delma (1982) pg 320-321)<ref name=":02">GEHM, Delma (1982). [https://projetopassofundo.com.br/images/1/1a/Passo_Fundo_atrav%C3%A9s_do_tempo_Vol._2.pdf Passo Fundo através do tempo - volume 2: fatos, usos, costumes e valores] -Passo Fundo: Projeto Passo Fundo. E-book (2016)  Vol.2.; 350 páginas.</ref>
[[File:Marco Governistas da Batalha do Pulador.jpg|thumb|172x172px|Marco Governistas]]


== Histórico==
====Marco Governistas====
*1894 - Foi o maior combate travado a poucos quilômetros da cidade, no período federalista, e um dos mais assinalados de quantos se travaram em território brasileiro. Diz Castilhos Goycochea em seu livro “Gumercindo Saraiva”, que as forças governistas, nesta batalha, faziam o batismo da metralhadora, e isso em território passo-fundense. (GEHM, Delma R. (1978) , pg 100-103)<ref name=":0">GEHM, Delma R. (1978) [https://projetopassofundo.com.br/images/0/04/Passo_Fundo_atrav%C3%A9s_do_tempo_Vol._1.pdf Passo Fundo através do tempo - volume 1: histórico e administrativo] -Passo Fundo: Projeto Passo Fundo.  2016. Vol.1. 352 páginas. E-book</ref>
*1900 - Em 24 de fevereiro de 1900, realizou-se no Campo dos Meios, entre a estação Pulador e o Umbu, a cerimônia de inauguração de duas inscrições comemorativas da Batalha de 27 de junho de 1894, colocadas ali pelo cidadão Thomas Canfield para que fossem assinaladas as posições que tinham sido ocupadas, naquela memorável pugna, pelas forças legais e revolucionárias. Foi lavrada ata que foi posteriormente registrada no Cartório de Notas da Cidade e publicada na imprensa  (GEHM, Delma R. (1978) , pg 119)<ref name=":0" />
*1948 - [[A Batalha do Pulador|A Batalha do Pulador,]]  Artigo escrito ''em 26/06/1948, por [[Gomercindo dos Reis]]'' '''-''' A Batalha do Pulador: A simples evocação dos heróis de 93 fazia estremecer a ditadura getuliana
*1894 - Todos os historiadores concordam que a Batalha do Pulador foi um dos mais sangrentos, se não a mais sangrento encontro armado durante a Revolução Federalista ou Revolução de 1893; concordam, ainda, que ali, praticamente, se decidiu a sorte do movimento armado. Depois do Pulador o que se viu foram as forças federalistas retirando-se em direção da Fronteira, na esperança de que seus camaradas exilados operassem uma nova invasão. Enquanto isso, os republicanos se reorganizavam e atacavam os revolucionários por todos os lados. Após a morte de Gomercindo Saraiva, em Carovi, interior de Santiago, a 10 de agosto de 1894, pode-se dizer que a Revolução acabou. Restaram focos isolados, quase exclusivamente na Região de Passo Fundo. A posterior aventura de Campo Osório (24 de junho de 1895) não passou de um pós-escrito revolucionário. (MONTEIRO, Paulo DS (2011).  pg 59-98)<ref name=":1">MONTEIRO, Paulo DS (2011).  [https://projetopassofundo.com.br/images/d/d7/Combates_da_Revolu%C3%A7%C3%A3o_Federalista_em_Passo_FundoEbk.pdf Combates da Revolução Federalista em Passo Fundo]. –Passo Fundo: Projeto Passo Fundo, E-book (2013); 110 páginas</ref>
*1977 - Batalha do Pulador<ref name=":2">GEHM, Delma R. (1977) [https://projetopassofundo.com.br/images/3/3e/Passo_Fundo_na_Revolu%C3%A7%C3%A3o_de_1893.pdf Passo Fundo na Revolução de 1893] -Passo Fundo: João Freitas. 16 páginas. Digitalizado</ref>
==='''Marcos da Batalha do Pulador'''===
*1900 - Distando mais ou menos 12 km da cidade de Passo Fundo encontra-se o Monumento da Batalha do Pulador, trava - da a 27 de junho de 1894. Esse monumento foi erguido em 1900, constituído de dois obeliscos, destacando o campo dos Republicanos e dos Maragatos, erguido por Thomas Canfild. É uma relíquia histórica situada no antigo Campo dos Meios. Da cerimônia foi lavrada ata e registrada em cartório do Notário de Passo Fundo, na época, Joaquim de Albuquerque e que segue: "Aos vinte e quatro dias do mês de fevereiro de mil e novecentos, nesta República dos Estados Unidos do Brasil, (GEHM, Delma (1982) pg 320-321)<ref name=":02">GEHM, Delma (1982). [https://projetopassofundo.com.br/images/1/1a/Passo_Fundo_atrav%C3%A9s_do_tempo_Vol._2.pdf Passo Fundo através do tempo - volume 2: fatos, usos, costumes e valores] -Passo Fundo: Projeto Passo Fundo. E-book (2016)  Vol.2.; 350 páginas.</ref>
===='''Marco Governistas'''====
* 1982 - INSCRIÇÕES - Grande batalha de vinte e sete de junho de mil oitocentos e noventa e quatro: Posição da força do governo, vinte e quatro dois, noventa e oito: com a firma Canfild, uma cruz, compasso e esquadro abertos sobrea mesma pedra
* 1982 - INSCRIÇÕES - Grande batalha de vinte e sete de junho de mil oitocentos e noventa e quatro: Posição da força do governo, vinte e quatro dois, noventa e oito: com a firma Canfild, uma cruz, compasso e esquadro abertos sobrea mesma pedra
*1982 - ESCRITURA (PARTE) - Quanto à pedra comemorativa que hora se inaugura referente às forças legais, está como a pretende, colocada junto à margem esquerda da estrada de ferro do Itararé, no km trezentos e trinta e quatro, ao sudoeste da primeira, tendo as inscrições na face este, as quais são as seguintes: Grande batalha de vinte e sete de junho de mil oitocentos e noventa e quatro: Posição da força do governo, vinte e quatro dois, noventa e oito: com a firma Canfild, uma cruz, compasso e esquadro abertos sobrea mesma pedra, no subsolo foram também convenientemente colocados escritos relativos aos assuntos e o primeiro número dó jornal publicado nesta cidade, denominado "Echo da Verdade".  (GEHM, Delma (1982) pg 320-321)<ref name=":02" />  
*1982 - ESCRITURA (PARTE) - Quanto à pedra comemorativa que hora se inaugura referente às forças legais, está como a pretende, colocada junto à margem esquerda da estrada de ferro do Itararé, no km trezentos e trinta e quatro, ao sudoeste da primeira, tendo as inscrições na face este, as quais são as seguintes: Grande batalha de vinte e sete de junho de mil oitocentos e noventa e quatro: Posição da força do governo, vinte e quatro dois, noventa e oito: com a firma Canfild, uma cruz, compasso e esquadro abertos sobrea mesma pedra, no subsolo foram também convenientemente colocados escritos relativos aos assuntos e o primeiro número dó jornal publicado nesta cidade, denominado "Echo da Verdade".  (GEHM, Delma (1982) pg 320-321)<ref name=":02" />  
===='''Marco Revolucionários'''====
[[File:Marco Revolucionários da Batalha do Pulador.jpg|thumb|178x178px|Marco Revolucionários|left]]
 
====Marco Revolucionários====
*1982 - INSCRIÇÃO - Grande batalha de vinte e sete de junho de 1894: Posição forças revolucionárias dois, dois três... Lê-se ainda a firma Canfild, vendo-se mais uma cruz, um compasso e um esquadro sobre a mesma pedra;
*1982 - INSCRIÇÃO - Grande batalha de vinte e sete de junho de 1894: Posição forças revolucionárias dois, dois três... Lê-se ainda a firma Canfild, vendo-se mais uma cruz, um compasso e um esquadro sobre a mesma pedra;
*1982 - ESCRITURA (PARTE) - Grande batalha de vinte e sete de junho de 1894: Posição forças revolucionárias dois, dois três... Lê-se ainda a firma Canfild, vendo-se mais uma cruz, um compasso e um esquadro sobre a mesma pedra; no sub solo foram convenientemente colocados escritos e o jornal "O Gaúcho" relativos ao assunto; encerrado com uma pedra, contendo as inscrições seguintes Gal. Gomercindo Saraiva, Gal. Prestes Guimarães, Cel. Aparício Saraiva. (GEHM, Delma (1982) pg 320-321)<ref name=":02" />
*1982 - ESCRITURA (PARTE) - Grande batalha de vinte e sete de junho de 1894: Posição forças revolucionárias dois, dois três... Lê-se ainda a firma Canfild, vendo-se mais uma cruz, um compasso e um esquadro sobre a mesma pedra; no sub solo foram convenientemente colocados escritos e o jornal "O Gaúcho" relativos ao assunto; encerrado com uma pedra, contendo as inscrições seguintes Gal. Gomercindo Saraiva, Gal. Prestes Guimarães, Cel. Aparício Saraiva. (GEHM, Delma (1982) pg 320-321)<ref name=":02" />
== Títulos, prêmios e honrarias==
== Títulos, prêmios e honrarias==
[[File:Rua Pulador Google.png|thumb|120x120px|Rua Pulador]]
=== Rua Pulador ===
* 2012 - LEI Nº 4892 DE 1º DE JUNHO DE 2012<ref>[https://leismunicipais.com.br/a1/rs/p/passo-fundo/lei-ordinaria/2012/490/4892/lei-ordinaria-n-4892-2012-denomina-de-romildes-machado-ferraz-a-rua-a-localizada-entre-as-ruas-tonico-silva-e-a-rua-pulador-no-loteamento-independente-iv?q=Rua%20Pulador LEI Nº 4892 DE 1º DE JUNHO DE 2012] - Leis municipais</ref> - Art. 1º Denomina de `ROMILDES MACHADO FERRAZ`, ferroviário e comerciante, nascido em 27.05.1918, natura de Cacequi-RS, falecido em 26.08.2010, em Passo Fundo - RS, a rua "A", localizada entre as ruas Tonico Silva e a '''Rua Pulador''', com inicio na rua Onofre Pedroso, intersecções com a rua Elpidio Miranda, rua Olimpio Loss e com fim no final da rua, no Loteamento Independente IV.  '''Existente na Vila Independente''', Sem a Lei de sua promulgação - Localização<ref>[https://www.google.com/maps/place/R.+Pulador+-+Passo+Fundo,+RS,+99025-530/@-28.2638748,-52.4334138,411m/data=!3m1!1e3!4m6!3m5!1s0x94e2c0a64dbca2db:0xf879901c88f6749a!8m2!3d-28.2633007!4d-52.4333811!16s%2Fg%2F1ymy45yyf?authuser=0&entry=ttu Rua Pulador] - Google Maps</ref>


== Conteúdos de seu acervo ==
== Conteúdos de seu acervo ==
 
{| class="wikitable"
=== Imagens ===
|'''Tipo'''
{| class="wikitable mw-collapsible mw-collapsed"
|'''Conteúdos do acervo - ProjetoPF'''
![[File:Marco Governistas da Batalha do Pulador.jpg|center|thumb|267x267px|Marco Governistas da Batalha do Pulador em 2021]]
|'''Abrir Pasta'''
![[File:Marco Revolucionários da Batalha do Pulador.jpg|center|thumb|267x267px|Marco Revolucionários da Batalha do Pulador em 2021]]
!
!
|-
|
|
|
|
|-
|
|
|
|
|-
|-
|
|Fotos
|
| Pasta com os arquivos de fotos digitalizados
|
|[https://onedrive.live.com/?id=%2Fpersonal%2Fdfe50fef06586667%2FDocuments%2FAcervo%20Projeto%20PFundo%2F1%2DConte%C3%BAdos%20do%20acervo%20ProjetoPF%2FBatalha%20do%20Pulador&sortField=Modified&isAscending=false&viewid=7e1acb1d%2Dc5f9%2D488f%2D8a74%2D2d977417ce9a Downloads]
|
|}
|}
== Conteúdos relacionados ==
== Conteúdos relacionados ==
* 2006 - [[Preservando a memória dos marcos históricos do Pulador]]''',''' ''Em 2006, por [[Dilse Piccin Corteze]] e [[Vera Lúcia Dalbosco]]''


== Referências ==
== Referências ==


__INDEX__
__INDEX__
[[Category:Evento]]
<references />
[[Category:Monumentos]]
[[Category:Eventos]]

Latest revision as of 10:29, 30 December 2025

Batalha do Pulador
Sede da fazenda dos Melos em 2014
Nome Batalha do Pulador
Local Pulador, RS

'Batalha do Pulador acontecimento histórico mais conhecido pelo nome de Batalha do Pulador, ocorrido no dia 27 de junho de 1894, nas imediações da cidade de Passo Fundo, local denominado "Pulador".

Histórico

1948 - Corno o povo do Rio Grande do Sul e do Brasil teve conhecimento, a 27 de junho de 1944, comemoramos o cinqüentenário do combate de Pulador. Para tomarem parte, ou, pelo menos, se fazerem representar nessa homenagem à memória daqueles bravos que se bateram pelos seus ideais, convidamos o sr. Getúlio Vargas e altas autoridades do país. (Gomercindo dos Reis, 1948)[1]


1948 - Corno o povo do Rio Grande do Sul e do Brasil teve conhecimento, a 27 de junho de 1944, comemoramos o cinqüentenário do combate de Pulador. Para tomarem parte, ou, pelo menos, se fazerem representar nessa homenagem à memória daqueles bravos que se bateram pelos seus ideais, convidamos o sr. Getúlio Vargas e altas autoridades do país. (Gomercindo dos Reis, 1948)[2]


1977 - Retrospecto - Na última dezena de junho de 1892, deviam realizar-se no Estado do Rio Grande do Sul, as eleições do novo regime, para a organização definitiva do Estado, depois da queda do Impērio. Essas eleições, por motivo de ordem pūblica, tinham sido adiadas primeira e segunda vez. (GEHM, Delma R. (1977) Pag 5)[3]


1978 - Foi o maior combate travado a poucos quilômetros da cidade, no período federalista, e um dos mais assinalados de quantos se travaram em território brasileiro. Diz Castilhos Goycochea em seu livro “Gumercindo Saraiva”, que as forças governistas, nesta batalha, faziam o batismo da metralhadora, e isso em território passo-fundense. (GEHM, Delma R. (1978) , pg 100-103)[4]


1978 - Em 24 de fevereiro de 1900, realizou-se no Campo dos Meios, entre a estação Pulador e o Umbu, a cerimônia de inauguração de duas inscrições comemorativas da Batalha de 27 de junho de 1894, colocadas ali pelo cidadão Thomas Canfield para que fossem assinaladas as posições que tinham sido ocupadas, naquela memorável pugna, pelas forças legais e revolucionárias. Foi lavrada ata que foi posteriormente registrada no Cartório de Notas da Cidade e publicada na imprensa (GEHM, Delma R. (1978) , pg 119)[4]


1989 - CONVITE 1894-1944 - A comissão abaixo firmada tem a honra de convidar as autoridades civis, militares, eclesiásticas, representa­ções de classes, sociedades recreativas, o Aéreo Clube, e o povo em geral, para assistirem a missa campal que manda­rá rezar pelas almas dos Federalistas e Republicanos que tombaram naquela grande batalha, a 27 de junho de 1894, em defesa dos ideais de Justiça e Liberdade. (Delma Rosendo Gehm, 1989)[5]


1993 - DUAS VERSÕES SOBRE A BATALHA DO PULADOR “A Divisão Norte, comandada pelo general Lima, regressava pelo caminho de Nonoai, procurando aproximar-se de Passo Fundo, para onde marchou também Gumercindo que, a 26 de junho, passou por aquela cidade, depois de fazer junção com Prestes Guimarães, indo acampar às margens do arroio Pinheiro Torto. A Divisão do Norte estava acampada no Rincão dos Melos. A noite de 26 para 27 foi passada em vigília de armas pelas colunas inimigas. No dia seguinte iria ferir-se o combate mais sangrento de toda a Revolução. (NASCIMENTO, Welci. (1993). páginas 25-28)[6]


2001 - No dia l° de julho de 2001 dois piquetes de cavaleiros encontraram-se no Distrito de Pulador, pela manhã. Um deles partira de Carazinho e o outro de Passo Fundo. Eram homens desarmados. Refaziam parte do trajeto feito há 107 anos por duas parcelas significativas dos exércitos em guerra civil: a Divisão do Norte, governista, comandada pelo general Rodrigues Lima, com a assistência imediata de Pinheiro Machado, e parte do Exército Libertador, sob o comando de Gumercindo Saraiva e Prestes Guimarães. (Paulo Domingos da Silva Monteiro, 2001)[7]


2005 - O presente artigo é o produto de vários anos de leituras e discussões sobre a Batalha do Pulador. Representa a sistematização de estudos divulgados em periódicos ou apresentados em seminários e encontros sobre a Revolução Federalista em Passo Fundo. A opção em imprimi-lo sob a forma de tablóide objetiva reduzir custos ampliando a circulação do texto. Escrito ao correr da pena, o “estilo jornalístico” é evidente e intencional. Como numa reportagem, são aproveitadas passagens quase inteiras de livros consultados. Muitos deles reunindo textos contemporâneos, transpirando odor de pólvora e sangue. (Paulo Domingos da Silva Monteiro, 2005)[8]


2006 - Na minha infância tínhamos o hábito - meu pai e eu – de fazer longas caminhadas, aos domingos, nos matos que naqueles tempos circundavam a cidade. Apenas em dias de chuva deixávamos de fazer o passeio, o que para mim era um desgosto. Com um bornal abastecido de galinha na farofa, rapadura e biscoito, além do guarda-chuva, bem cedo, saíamos e passávamos o dia colhendo ervas medicinais, que meu pai conhecia bem, e frutas silvestres; balançando-nos em cipós, vendo e ouvindo pássaros, tomando banho no arroio de águas límpidas e voltando para casa à noitinha, cansados, mas felizes. Esses passeios deram- me resistência física às caminhadas que até hoje pratico. (Lindolfo Kurtz, 2006)[9]


2006 - Por ocasião de mais um aniversário da Batalha do Pulador, ocorrida em 27 de junho de 1894, é importante resgatar outros aspectos do referido enfrentamento onde federalistas e republicanos lutaram por longas horas, do que resultou em grande número de mortos e feridos. Os marcos históricos estão no local para preservar a memória desse acontecimento, de um período onde o então Estado do Rio Grande do Sul se organizava politicamente sob o novo governo republicano. São dois marcos, construídos alguns anos após o término da batalha, um de frente para o outro e idealizados por grupo de elites dominantes na época, e representam as duas facções envolvidas no conflito, para que o fato jamais seja esquecido. (Dilse Piccin Corteze e Vera Lúcia Dalbosco, 2006)[10]


2006 - O município de Passo Fundo foi palco da maior batalha já travada na Revolução Federalista de 1893, sendo uma das maiores e mais sangrentas registradas na história revolucionária do Brasil. E quem nos diz isto, não são só os historiadores, mas também aqueles que participaram da Batalha do Pulador, como Ângelo Dourado, médico desta Revolução, nas páginas de seu diário que virou obra: Voluntários do Martírio. (Jabs Paim Bandeira, 2006)[11]


2006 - Todos os historiadores concordam que a Batalha do Pulador foi um dos mais sangrentos, se não a mais sangrento encontro armado durante a Revolução Federalista ou Revolução de 1893; concordam, ainda, que ali, praticamente, se decidiu a sorte do movimento armado. Depois do Pulador o que se viu foram as forças federalistas retirando-se em direção da Fronteira, na esperança de que seus camaradas exilados operassem uma nova invasão. Enquanto isso, os republicanos se reorganizavam e atacavam os revolucionários por todos os lados. Após a morte de Gomercindo Saraiva, em Carovi, interior de Santiago, a 10 de agosto de 1894, pode-se dizer que a Revolução acabou. Restaram focos isolados, quase exclusivamente na Região de Passo Fundo. A posterior aventura de Campo Osório (24 de junho de 1895) não passou de um pós-escrito revolucionário. (MONTEIRO, Paulo DS (2006). pg 59-98)[12]


2007 - Todos os historiadores concordam que a Batalha do Pulador foi (se não o mais sangrento) um dos mais sangrentos encontros armados de toda a Revolução Federalista ou Revolução de 1893; concordam, ainda, que ali, praticamente, se decidiu a sorte do movimento armado. Depois do Pulador o que se viu foram as forças federalistas se retirando em direção da Fronteira, na esperança de que seus camaradas exilados operassem uma nova invasão. Enquanto isso, os republicanos se reorganizavam e atacavam os revolucionários por todos os lados. (Paulo Domingos da Silva Monteiro, 2007)[13]


2007 - A década 2001-2010 foi decretada, pela ONU, como a Década Internacional da Cultura de Paz e Não-Violência para as crianças do mundo. E paz pressupõe um conjunto de valores, atitudes, tradições, comportamentos e estilos de vida que se baseiam, entre outros, no respeito à vida, ao ser humano e à sua dignidade; no combate à violência por meio da educação, do diálogo e da cooperação; e na adesão aos princípios da liberdade, justiça, solidariedade e tolerância, buscando a compreensão entre os povos, entre as comunidades e entre as pessoas. (Ana Carolina Martins da Silva, 2007)[14]


2007 - A Revolução Federalista de 1893, no Rio Grande do Sul, com sua violência nas lutas entre as facções, ainda é talvez o maior símbolo da força bruta na região do Prata no século XIX. Impressiona o alto número de mortos em combates, 10 a 12 mil, na época com população de um milhão de habitantes. O estigma dessa guerra civil produziu uma farta literatura que exibe as marcas da guerra cruenta: as degolas, coletivas ou individuais, de soldados republicanos (pica-paus) e de federalistas (maragatos). (Jabs Paim Bandeira, 2007)[15]


2010 - O acontecimento histórico mais conhecido pelo nome de Batalha do Pulador, ocorrido no dia 27 de junho de 1894, envolvendo a coluna federalista, comandada por Gomercindo Saraiva , e a Divisão do Norte, de Francisco Rodrigues de Lima, sempre despertou minha atenção. (MONTEIRO, Paulo D S. (2010). páginas 50-60)[16]


2012 - É... O fim está chegando. O velho gaúcho, já gasto pelo tempo, curtido pelas intempéries, teve esse pressentimento naquela quarta-feira. Fez suas orações para sua santa Maria Pequena, com uma devoção muito maior do que nos outros dias, e até pensou que, talvez, o momento de falar-lhe pessoalmente estivesse próximo. De qualquer maneira, fosse qual fosse o sentimento de epílogo, iria manter a mesma rotina de muitos anos, prazer que se lhe impusera, muito embora soubesse que no retorno levaria uma tunda de laço de sua companheira. (Miguel Augusto Guggiana, 2012)[17]


2013 - No ano de 2004, os Cavaleiros do Mercosul foram convidados para uma cavalgada no Pulador, distrito de Passo Fundo, por um grupo de cavaleiros de Carazinho, comandada por Navílio Braneleiro e Darci Vieira, quando palestrantes relembraram a Revolução Federalista de 1893, em especial a Batalha do Pulador, acontecida naquele local, em 27 de junho de 1894. A maior batalha do Brasil e uma das maiores da América do Sul, onde morreram mais de mil pessoas, e outros tantos feridos, em mais de seis horas de ferrenho combate, entre Federalistas (Maragatos) e legalistas (Pica-Paus). (Jabs Paim Bandeira, 2013)[18]


2016 - Em fins do século XIX a vida cotidiana na cidade de Passo Fundo foi transformada pelas polarizações políticas do Estado. Em 1893 iniciava a Revolução Federalista que oporia os denominados maragatos (federalistas) e os pica-paus (republicanos) e duraria dois anos. Entre os conflitos desta Revolução, deu-se a Batalha do Pulador, em 27 de junho de 1894, combate este que mobilizou cerca de 1600 federalistas e 3000 republicanos, resultando em centenas de mortos e feridos. (ZANOTTO, Gizele. (2016). pagina 23)[19]


Marco Governistas da Batalha do Pulador

Marcos da Batalha do Pulador

  • 1982 - Distando mais ou menos 12 km da cidade de Passo Fundo encontra-se o Monumento da Batalha do Pulador, trava - da a 27 de junho de 1894. Esse monumento foi erguido em 1900, constituído de dois obeliscos, destacando o campo dos Republicanos e dos Maragatos, erguido por Thomas Canfild. É uma relíquia histórica situada no antigo Campo dos Meios. Da cerimônia foi lavrada ata e registrada em cartório do Notário de Passo Fundo, na época, Joaquim de Albuquerque e que segue: "Aos vinte e quatro dias do mês de fevereiro de mil e novecentos, nesta República dos Estados Unidos do Brasil, (GEHM, Delma (1982) pg 320-321)[20]
Marco Governistas

Marco Governistas

  • 1982 - INSCRIÇÕES - Grande batalha de vinte e sete de junho de mil oitocentos e noventa e quatro: Posição da força do governo, vinte e quatro dois, noventa e oito: com a firma Canfild, uma cruz, compasso e esquadro abertos sobrea mesma pedra
  • 1982 - ESCRITURA (PARTE) - Quanto à pedra comemorativa que hora se inaugura referente às forças legais, está como a pretende, colocada junto à margem esquerda da estrada de ferro do Itararé, no km trezentos e trinta e quatro, ao sudoeste da primeira, tendo as inscrições na face este, as quais são as seguintes: Grande batalha de vinte e sete de junho de mil oitocentos e noventa e quatro: Posição da força do governo, vinte e quatro dois, noventa e oito: com a firma Canfild, uma cruz, compasso e esquadro abertos sobrea mesma pedra, no subsolo foram também convenientemente colocados escritos relativos aos assuntos e o primeiro número dó jornal publicado nesta cidade, denominado "Echo da Verdade". (GEHM, Delma (1982) pg 320-321)[20]
Marco Revolucionários

Marco Revolucionários

  • 1982 - INSCRIÇÃO - Grande batalha de vinte e sete de junho de 1894: Posição forças revolucionárias dois, dois três... Lê-se ainda a firma Canfild, vendo-se mais uma cruz, um compasso e um esquadro sobre a mesma pedra;
  • 1982 - ESCRITURA (PARTE) - Grande batalha de vinte e sete de junho de 1894: Posição forças revolucionárias dois, dois três... Lê-se ainda a firma Canfild, vendo-se mais uma cruz, um compasso e um esquadro sobre a mesma pedra; no sub solo foram convenientemente colocados escritos e o jornal "O Gaúcho" relativos ao assunto; encerrado com uma pedra, contendo as inscrições seguintes Gal. Gomercindo Saraiva, Gal. Prestes Guimarães, Cel. Aparício Saraiva. (GEHM, Delma (1982) pg 320-321)[20]

Títulos, prêmios e honrarias

Rua Pulador

Rua Pulador

  • 2012 - LEI Nº 4892 DE 1º DE JUNHO DE 2012[21] - Art. 1º Denomina de `ROMILDES MACHADO FERRAZ`, ferroviário e comerciante, nascido em 27.05.1918, natura de Cacequi-RS, falecido em 26.08.2010, em Passo Fundo - RS, a rua "A", localizada entre as ruas Tonico Silva e a Rua Pulador, com inicio na rua Onofre Pedroso, intersecções com a rua Elpidio Miranda, rua Olimpio Loss e com fim no final da rua, no Loteamento Independente IV. Existente na Vila Independente, Sem a Lei de sua promulgação - Localização[22]

Conteúdos de seu acervo

Tipo Conteúdos do acervo - ProjetoPF Abrir Pasta
Fotos Pasta com os arquivos de fotos digitalizados Downloads

Conteúdos relacionados

Referências

  1. ↑ A Batalha do Pulador Em 26/06/1948, por Gomercindo dos Reis
  2. ↑ A Batalha d o Pulador: A simples evocação dos heróis de 93 fazia estremecer a ditadura getuliana - Em 26/06/1948, por Gomercindo dos Reis
  3. ↑ GEHM, Delma R. (1977) Passo Fundo na Revolução de 1893 -Passo Fundo: João Freitas. 16 páginas. Digitalizado
  4. ↑ 4.0 4.1 GEHM, Delma R. (1978) Passo Fundo através do tempo - volume 1: histórico e administrativo -Passo Fundo: Projeto Passo Fundo. 2016. Vol.1. 352 páginas. E-book
  5. ↑ O Cinquentenário da maior batalha da revolução de 1893 - Em 12/12/1989. por Delma Rosendo Gehm
  6. ↑ NASCIMENTO, Welci. (1993). Maragatos e Pica-Paus, por que brigaram tanto? -Passo Fundo: Projeto Passo Fundo. 2012. 36 páginas. E-book.
  7. ↑ A Batalha do Pulador, cavalarianos rememorando a história - Em 31/07/2001, por Paulo Domingos da Silva Monteiro
  8. ↑ A Batalha do Pulador (reportagem) - Em 09/08/2005, por Paulo Domingos da Silva Monteiro
  9. ↑ Minha História do Pulador - Em 30/04/2006, por Lindolfo Kurtz
  10. ↑ Preservando a memória dos marcos históricos do Pulador, Em 2006, por Dilse Piccin Corteze e Vera Lúcia Dalbosco
  11. ↑ Batalha do Pulador, artigo - Em 30/04/2006, por Jabs Paim Bandeira
  12. ↑ MONTEIRO, Paulo D S. (2006). Combates da Revolução Federalista em Passo Fundo --Passo Fundo: Projeto Passo Fundo, 2011. 114 páginas. E-book
  13. ↑ Batalha do Pulador, na revolução federalista - Em 2007, por Paulo Domingos da Silva Monteiro
  14. ↑ Contexto histórico-cultural da Batalha do Pulador - Em 30/06/2007, por Ana Carolina Martins da Silva
  15. ↑ Batalha do Pulador, Artigo - Em 07/08/2007, por Jabs Paim Bandeira
  16. ↑ MONTEIRO, Paulo D S. (2010). O Massacre de Porongos & Outras Histórias Gaúchas --Passo Fundo: Projeto Passo Fundo, 2011. 116 páginas. E-book
  17. ↑ Os fantasmas do Pulador, Conto - Em 24/05/2012, por Miguel Augusto Guggiana
  18. ↑ Só o tempo constrói a história e ressuscita seus heróis - Em 30/11/2013, por Jabs Paim Bandeira
  19. ↑ ZANOTTO, Gizele. (2016). Mapeamento do patrimônio imaterial de Passo Fundo RS -Passo Fundo: Projeto Passo Fundo. 125 páginas. E-book,
  20. ↑ 20.0 20.1 20.2 GEHM, Delma (1982). Passo Fundo através do tempo - volume 2: fatos, usos, costumes e valores -Passo Fundo: Projeto Passo Fundo. E-book (2016) Vol.2.; 350 páginas.
  21. ↑ LEI Nº 4892 DE 1º DE JUNHO DE 2012 - Leis municipais
  22. ↑ Rua Pulador - Google Maps