Difference between revisions of "Apolinário José Gomes Porto Alegre"
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| | |Apolinário José Gomes | ||
Porto Alegre | |||
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|Genealogia | |Genealogia | ||
|[[File:FamilySearch.png|center|thumb|150x150px|ÁrvoreFamiliar|link=https://projetopassofundo.com.br/index.php/File:FamilySearch.png]] | |[[File:FamilySearch.png|center|thumb|150x150px|[https://www.familysearch.org/pt/tree/person/about/MTZW-4KZ ÁrvoreFamiliar]|link=https://projetopassofundo.com.br/index.php/File:FamilySearch.png]] | ||
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'''Apolinário José Gomes Porto Alegre,''' nasceu dia | '''Apolinário José Gomes Porto Alegre,''' nasceu dia 29 de agosto de 1844, em Rio Grande, RS, filho de Antônio José Gomes e de Delfina Joaquina da Costa Campello, casado com Elisa Gama, faleceu dia 23 de março de 1904, em Porto Alegre, RS. | ||
== Biografia == | == Biografia == | ||
=== Uma breve história de vida de Apolinário José === | |||
Apolinário Porto Alegre nasceu em Rio Grande- RS, no dia 29 de agosto de 1844, filho de Antônio José Gomes e de Delfina Joaquina da Costa Campello. Seu pai Antônio José, tinha um homônimo em Rio Grande, então acrescentou Porto Alegre ao sobrenome para evitar que fosse confundido. | |||
A família veio para a capital no ano de 1859, já que Antônio José foi transferido para trabalhar na Alfândega de Porto Alegre. | |||
Apolinário continuou seus estudos no colégio de seu parente Frederico Ferreira Gomes e no ano de 1861 entrou na Faculdade de Direito de São Paulo. | |||
Apolinário foi obrigado a abandonar o curso de Direito, sem concluir o primeiro ano, já que seu pai falece, então retorna à cidade de Porto Alegre, onde arruma emprego como professor no Colégio de Ciro José Pedrosa, já tinha que sustentar a mãe viúva, a tia e três irmãos menores, ele tinha somente 17 anos. Apolinário prova ser um professor de qualidade, e junto com seu irmão Aquiles, fundam o Colégio Porto Alegre no ano de 1867, também criou o Colégio Rio-grandense, o qual deixou a direção para seu outro irmão, Apeles. | |||
Em 1874 casou-se com Elisa Gama e tiveram nove filhos. | |||
Inaugurou o Instituto Brasileiro, em 1876, numa chácara tida como lugar aprazível e saudável, pois ele era audacioso e atacava a educação tradicional, reformando os programas de estudo, abolindo o castigo corporal, já que pregava que o estudo não se impõe, ensina-se. Apolinário encarava a educação sob tríplice aspecto: física, intelectual e moral. Em seu Instituto introduziu a educação física e passeios nos morros de Porto Alegre. Um dos seus princípios era que "o corpo é instrumento da alma; é por ele que o nosso ser pensante acha-se em comunicação direta com o mundo exterior". O Instituto Brasileiro possuía o curso primário, secundário e artístico. | |||
Foi um dos fundadores do Partenon Literário e seu primeiro presidente, junto com seus irmãos, Aquiles e Apeles e outros grandes nomes da literatura de Porto Alegre. | |||
Em 1891 morria América, sua filha de apenas doze anos, e cinco meses depois falecia Elisa, sua esposa. Abalado pelo duplo golpe, Apolinário fecha o Instituto Brasileiro e retira-se para uma chácara no morro Santana. A casa branca histórica, serviu de quartel e de hospital aos farroupilhas e foi adquirida em 1855. | |||
Apolinário Porto Alegre faleceu na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, em 23 de março de 1904, ele nos deixou obras de filologia, história, contos regionalista, romances, poesias e teatro, numa gigantesca produção de intelectual autodidata. É patrono da cadeira número 6 da Academia Rio-grandense de Letras. | |||
A rua que o homenageia fica na Vila Conceição. | |||
== Títulos, prêmios e honrarias == | == Títulos, prêmios e honrarias == | ||
Latest revision as of 13:36, 5 August 2026
| Apolinário Porto Alegre | |
|---|---|
| Nome completo | Apolinário José Gomes
Porto Alegre |
| Ocupação | Principal |
| Titular do
Acervo IHPF |
|
| Genealogia | |
Apolinário José Gomes Porto Alegre, nasceu dia 29 de agosto de 1844, em Rio Grande, RS, filho de Antônio José Gomes e de Delfina Joaquina da Costa Campello, casado com Elisa Gama, faleceu dia 23 de março de 1904, em Porto Alegre, RS.
Biografia
Uma breve história de vida de Apolinário José
Apolinário Porto Alegre nasceu em Rio Grande- RS, no dia 29 de agosto de 1844, filho de Antônio José Gomes e de Delfina Joaquina da Costa Campello. Seu pai Antônio José, tinha um homônimo em Rio Grande, então acrescentou Porto Alegre ao sobrenome para evitar que fosse confundido.
A família veio para a capital no ano de 1859, já que Antônio José foi transferido para trabalhar na Alfândega de Porto Alegre.
Apolinário continuou seus estudos no colégio de seu parente Frederico Ferreira Gomes e no ano de 1861 entrou na Faculdade de Direito de São Paulo.
Apolinário foi obrigado a abandonar o curso de Direito, sem concluir o primeiro ano, já que seu pai falece, então retorna à cidade de Porto Alegre, onde arruma emprego como professor no Colégio de Ciro José Pedrosa, já tinha que sustentar a mãe viúva, a tia e três irmãos menores, ele tinha somente 17 anos. Apolinário prova ser um professor de qualidade, e junto com seu irmão Aquiles, fundam o Colégio Porto Alegre no ano de 1867, também criou o Colégio Rio-grandense, o qual deixou a direção para seu outro irmão, Apeles.
Em 1874 casou-se com Elisa Gama e tiveram nove filhos.
Inaugurou o Instituto Brasileiro, em 1876, numa chácara tida como lugar aprazível e saudável, pois ele era audacioso e atacava a educação tradicional, reformando os programas de estudo, abolindo o castigo corporal, já que pregava que o estudo não se impõe, ensina-se. Apolinário encarava a educação sob tríplice aspecto: física, intelectual e moral. Em seu Instituto introduziu a educação física e passeios nos morros de Porto Alegre. Um dos seus princípios era que "o corpo é instrumento da alma; é por ele que o nosso ser pensante acha-se em comunicação direta com o mundo exterior". O Instituto Brasileiro possuía o curso primário, secundário e artístico.
Foi um dos fundadores do Partenon Literário e seu primeiro presidente, junto com seus irmãos, Aquiles e Apeles e outros grandes nomes da literatura de Porto Alegre.
Em 1891 morria América, sua filha de apenas doze anos, e cinco meses depois falecia Elisa, sua esposa. Abalado pelo duplo golpe, Apolinário fecha o Instituto Brasileiro e retira-se para uma chácara no morro Santana. A casa branca histórica, serviu de quartel e de hospital aos farroupilhas e foi adquirida em 1855.
Apolinário Porto Alegre faleceu na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, em 23 de março de 1904, ele nos deixou obras de filologia, história, contos regionalista, romances, poesias e teatro, numa gigantesca produção de intelectual autodidata. É patrono da cadeira número 6 da Academia Rio-grandense de Letras.
A rua que o homenageia fica na Vila Conceição.