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'''A Casa Branca de Lalau Miranda'''
'''A Casa Branca de Lalau Miranda''' <ref>Excertos do Livro “Cerrito do Ouro à Coxilha”, a ser lançado em 2012, pelo Projeto Passo Fundo</ref> <ref>Crônica em homenagem à Gilberto Pacheco, dileto filho de Vila Coxilha, Memorialista do Centro de Letras do Paraná, já publicada pela Revista Somando da Fundação Cultural Planalto de Passo Fundo, Edição 182 – Ano XVI – Maio de 2012.</ref> '''-''' ''Em 17/06/2012, por [[Odilon Garcez Ayres]]''


''Em 17/06/2012, por [[Odilon Garcez Ayres]]''
== Histórico ==




A CASA BRANCA DE LALAU MIRANDA<ref>Excertos do Livro “Cerrito do Ouro à Coxilha”, a ser lançado em 2012, pelo Projeto Passo Fundo</ref> <ref>Crônica em homenagem à Gilberto Pacheco, dileto filho de Vila Coxilha, Memorialista do Centro de Letras do Paraná, já publicada pela Revista Somando da Fundação Cultural Planalto de Passo Fundo, Edição 182 – Ano XVI – Maio de 2012.</ref>
A CASA BRANCA DE LALAU MIRANDA  


Odilon Garcez Ayres


 
Diziam muitos, daqueles tempos, que fora construída encastelada no alto da mais alta coxilha, visão panorâmica, dum tempo ainda, em que as matas verdejantes bordavam o arroio Quaraim, infestadas de índios Coroados, para defesa própria, e para manter suas roças e alimárias, bem perto dos olhos vigilantes do coronel Francisco, o patriarca de numerosa descendência, de brancos, pretos, índios e até paraguaios, de sobrenome Miranda.
Diziam muitos, daqueles tempos, que fora construída encastelada no alto da mais alta coxilha, visão panorâmica, dum tempo ainda, em que as matas verdejantes bordavam o arroio Quaraim, infestadas de índios Coroados, para defesa própria, e para manter suas roças e alimárias, bem perto dos olhos vigilantes do coronel Francisco, o patriarca de numerosa descendência, de brancos, pretos, índios e até paraguaios, de sobrenome Miranda.  


Dizem que o filho herdou a fazenda e as qualidades do pai, que andara como Voluntário da Pátria na Guerra da Tríplice Aliança, e criado que fora nas lides campeiras, era ginete dos pacholas, levado, aprontava floreios e gauchadas com pingo de lei, disposto e rico uma barbaridade, por qualquer lá... me alcança um mate... de uma prenda lindaça, dava-lhe jóias e pontas de gado, e com certeza lhe estendia o pala, e por cima ainda floreava seu violão, sempre à mão, pendurado na laranjeira.  
Dizem que o filho herdou a fazenda e as qualidades do pai, que andara como Voluntário da Pátria na Guerra da Tríplice Aliança, e criado que fora nas lides campeiras, era ginete dos pacholas, levado, aprontava floreios e gauchadas com pingo de lei, disposto e rico uma barbaridade, por qualquer lá... me alcança um mate... de uma prenda lindaça, dava-lhe jóias e pontas de gado, e com certeza lhe estendia o pala, e por cima ainda floreava seu violão, sempre à mão, pendurado na laranjeira.  

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A Casa Branca de Lalau Miranda [1] [2] - Em 17/06/2012, por Odilon Garcez Ayres

Histórico

A CASA BRANCA DE LALAU MIRANDA


Diziam muitos, daqueles tempos, que fora construída encastelada no alto da mais alta coxilha, visão panorâmica, dum tempo ainda, em que as matas verdejantes bordavam o arroio Quaraim, infestadas de índios Coroados, para defesa própria, e para manter suas roças e alimárias, bem perto dos olhos vigilantes do coronel Francisco, o patriarca de numerosa descendência, de brancos, pretos, índios e até paraguaios, de sobrenome Miranda.

Dizem que o filho herdou a fazenda e as qualidades do pai, que andara como Voluntário da Pátria na Guerra da Tríplice Aliança, e criado que fora nas lides campeiras, era ginete dos pacholas, levado, aprontava floreios e gauchadas com pingo de lei, disposto e rico uma barbaridade, por qualquer lá... me alcança um mate... de uma prenda lindaça, dava-lhe jóias e pontas de gado, e com certeza lhe estendia o pala, e por cima ainda floreava seu violão, sempre à mão, pendurado na laranjeira.

Quando da sua criação, os parentes fizeram a doação de um um quadro a óleo do Lalau; da espada, e das dragonas do coronel; heranças daquela guerra e outras tantas coisas mais, por outros e outros, que viam naquele modesto galpão a reencarnação dos galpões das fazendas e das estâncias, onde se ouvia a viola, o violão e o bandolim, onde dançava-se a Quadrilha, jogava-se cavalhadas de lança e argolinha, suas lides campeiras e seus entreveros guerreiros, diziam até que a Farroupilha, foi uma “Rebolução”, isto é, apenas um rebuliço bem grande, nada mais, e como esta palavra, as doações despareceram no descuido, e na poeira do tempo, mas sobrou apenas, uma coisa, da maior importância, que ainda até hoje, está lá, de pé, abandonada, pelos tradicionalistas e alcaides daqui e dali.

Até parece que não é, e não foi nada para a história de Coxilha e Passo Fundo.

Referências

  1. ↑ Excertos do Livro “Cerrito do Ouro à Coxilha”, a ser lançado em 2012, pelo Projeto Passo Fundo
  2. ↑ Crônica em homenagem à Gilberto Pacheco, dileto filho de Vila Coxilha, Memorialista do Centro de Letras do Paraná, já publicada pela Revista Somando da Fundação Cultural Planalto de Passo Fundo, Edição 182 – Ano XVI – Maio de 2012.