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'''Calçada Alta''' | '''Calçada Alta''' No trecho entre as ruas 15 de Novembro (antes da Ladeira) e Teixeira Soares (das Flores e depois de Humaitá), o principal deles, nas primeiras décadas do século passado, foi construído o prédio da antiga intendência, que antes funcionava (desde quando era conhecida como "paços da Câmara") num casarão que foi demolido, para dar lugar ao Colégio Notre Dame. Ao lado da Prefeitura, encontra-se a casa que foi do Sr. João Gonçalves, ainda de pé. Que deve ser atualmente o mais antigo prédio da cidade, construído em 1888. | ||
== Histórico== | == Histórico== | ||
No lado oposto da Avenida havia a "calcada alta", sem dúvida o mais belo e característico conjunto arquitetônico que a cidade jamais teve. Era uma sequência de mansões, a maior parte delas construídas sobre um trecho, que acabou elevado sobre o atual nível da nossa velha rua do Comércio — provavelmente quando seu leito foi rebaixado para receber a primeira pavimentação. Pela situação em que se apresentava, o conjunto dos prédios da calçada alta se sobressaia na paisagem da Avenida, formando um belíssimo conjunto com os edifícios públicos do outro lado. Era na calcada alta que estavam os mais requintados palacetes, distinguindo-se na paisagem da Avenida, por sua harmonia, imponência e invariável bom-gosto. Ali estiveram, até serem derrubadas, uma a uma, entre outras, as residências da família Sperry (a qual ainda de pé. mas completamente desfigurada), de Octaviano Lima, de Gervásio Lucas Annes e do primeiro presidente da Câmara, Manoel José de Araújo (esta foi o primeiro prédio da Faculdade de Direito). Na esquina da Rua 15 de Novembro havia outra, que pertenceu à família Birman, tendo ao lado, na calçada oposta, a singular moradia de Gabriel Bastos, recentemente demolida para dar lugar a mais um edifício. Impressionavam pela harmonia, pela beleza e por sua perfeita adaptação à paisagem urbana e à topografia do local. De nenhuma delas se pode dizer que fosse modesta ou acanhada. Eram construções apalaçadas, com grandes portas, escadarias, pé-direito alto — como era usual na época — sacadas, janelões e salões-nobres que se abriam para a Avenida. | |||
== Títulos, prêmios e honrarias== | == Títulos, prêmios e honrarias== | ||
Revision as of 11:25, 19 December 2022
| Calçada Alta | |
|---|---|
| Nome | Calçada Alta |
| Data | 1924 |
| Local | Rua 15 de novembro
e Teixeira Soares |
Calçada Alta No trecho entre as ruas 15 de Novembro (antes da Ladeira) e Teixeira Soares (das Flores e depois de Humaitá), o principal deles, nas primeiras décadas do século passado, foi construído o prédio da antiga intendência, que antes funcionava (desde quando era conhecida como "paços da Câmara") num casarão que foi demolido, para dar lugar ao Colégio Notre Dame. Ao lado da Prefeitura, encontra-se a casa que foi do Sr. João Gonçalves, ainda de pé. Que deve ser atualmente o mais antigo prédio da cidade, construído em 1888.
Histórico
No lado oposto da Avenida havia a "calcada alta", sem dúvida o mais belo e característico conjunto arquitetônico que a cidade jamais teve. Era uma sequência de mansões, a maior parte delas construídas sobre um trecho, que acabou elevado sobre o atual nível da nossa velha rua do Comércio — provavelmente quando seu leito foi rebaixado para receber a primeira pavimentação. Pela situação em que se apresentava, o conjunto dos prédios da calçada alta se sobressaia na paisagem da Avenida, formando um belíssimo conjunto com os edifícios públicos do outro lado. Era na calcada alta que estavam os mais requintados palacetes, distinguindo-se na paisagem da Avenida, por sua harmonia, imponência e invariável bom-gosto. Ali estiveram, até serem derrubadas, uma a uma, entre outras, as residências da família Sperry (a qual ainda de pé. mas completamente desfigurada), de Octaviano Lima, de Gervásio Lucas Annes e do primeiro presidente da Câmara, Manoel José de Araújo (esta foi o primeiro prédio da Faculdade de Direito). Na esquina da Rua 15 de Novembro havia outra, que pertenceu à família Birman, tendo ao lado, na calçada oposta, a singular moradia de Gabriel Bastos, recentemente demolida para dar lugar a mais um edifício. Impressionavam pela harmonia, pela beleza e por sua perfeita adaptação à paisagem urbana e à topografia do local. De nenhuma delas se pode dizer que fosse modesta ou acanhada. Eram construções apalaçadas, com grandes portas, escadarias, pé-direito alto — como era usual na época — sacadas, janelões e salões-nobres que se abriam para a Avenida.
Títulos, prêmios e honrarias
Calçada Alta através do tempo
Conteúdos de seu acervo
Imagens
File:Avenida Brasil em 1920 01 Cândido Athayde d Avila.jpg Avenida Brasil em 1920 |
File:Aspectos da Calçada Alta da Av Brasil em 1970 Desc.jpg Aspectos da Calçada Alta da Av Brasil em 1970 |
File:Aspecto da calçada alta em 1945 01 Desc.jpg Calçada Alta na Avenida Brasil em 1945 |
File:Banda Militar em frente a calçada alta em 1930 Desc.jpg Banda Militar em frente a calçada alta em 1930 |
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File:Casa Jorge Barbieux em 1952 01 Deoclides Czamanski.jpg Casa Jorge Barbieux em 1952 01 |
Conteúdos relacionados
- 1924 - Muro de arrimo - Construiu-se. á Avenida Brasil, do lado oposto ao edifício da Intendência. um muro de pedra, para segurança de terra. numa extensão de 82 metros e que custou 1:934$100. (Relatório 1924 pg 40)[1]
- Construção como muro de arrimo entre as ruas Quinze de Novembro e Teixeira Sores.
- 2011 - A calçada alta e a quadra da prefeitura velha - Em 31/05/2011, por Luiz Juarez Nogueira de Azevedo
Referências