Clube Recreativo Visconde do Rio Branco
| Clube Recreativo Visconde do Rio Branco | |
|---|---|
| Nome | Clube Recreativo Visconde do Rio Branco |
| Local | Rua Moron nº 2.680 |
Clube Recreativo Visconde do Rio Branco fundado em 23 de abril de 1916, tendo seus estatutos assinados por uma comissão constituída pelos srs. Domingos de Almeida, Salomé de Almeida e João Bernardo.
Histórico
Em abril de 1916, mais precisamente no dia 23 (dia de São Jorge ou de Ogum), foi fundado o Clube Recreativo Visconde do Rio Branco, na casa do meu avô, Cândido Bernardo da Cruz. Lá estavam presentes, Claro Severo, o idealizador do nome do clube, Bento Isaias, meu outro avô, Osório Severo, João Bernardes da Cruz, Dona Madalena Gorda, que veio a ser presidente do clube, e outras pessoas. A união da raça negra deve-se aos sacrifícios impostos pelos espanhóis e portugueses, que retiraram os negros de suas origens para o trabalho duro e fora do seu "habitat". A dança, o canto, seus ideais e sua religião agregaram suas forças em tomo de sociedades. (Edy Isaias, 1999[1])
Passo Fundo, na última década, experimentou uma grande transformação. A área central exibe os sinais do progresso, da urbanização e, acima de tudo, da modernização desmedida, com construções verticais, que mostram a todos a idéia do desenvolvimento econômico. Todos os munícipes que residem em Passo Fundo já ouviram falar que essa cidade é “capital do planalto”, a maior e mais progressista da região, deixando os municípios que se emanciparam para trás na corrida pelo progresso e crescimento. Essa identidade foi historicamente construída, própria de um determinado segmento social e, hoje, é um ponto em comum no imaginário social da cidade. (Eduardo Roberto Jordão Knack, 2007[2])
Antes de 1910, algumas famílias negras da comunidade já se reuniam, muitas vezes para jogar bocha, esporte marcante da época, outras para debater sobre a futura sociedade. Após uma década, já mais organizadas, as famílias Almeida, Bernardes, Isaias e vizinhos e amigos reuniam-se nas datas festivas religiosas como da Imaculada Nossa Senhora da Conceição, do Divino Espírito Santo e também do Arcanjo São Miguel. Em 1912 se organizou a primeira reunião oficial da futura sociedade, mas foi na segunda que fundou-se a Sociedade José do Patrocínio, nas quais participavam: Candido Bernardo da Cruz, Claro Severo, Bento Isaias, Claro Pereira Gomes, Antão Bernardo da Cruz, Salomé de Almeida, Domingos de Almeida, Eugenio Mello, João Theodoro de Almeida, João Bernardo da Cruz sendo eleito como tesoureiro honorário Claro Pereira Gomes. (Maria de Lourdes Isaias, 2007[3])
As origens do carnaval têm sido buscadas nas mais antigas celebrações orgíacas, que remontam ao Império Romano. Em Portugal, liga-se muito à antítese entre o religioso e o profano. Resumindo: ao período da quaresma antecedia-se o de liberação, com manifestações tipo o entrudo e a permissão de comer carne, por exemplo. Em terras de Passo Fundo, segundo relatos do prof. Edy Isaias, tudo começa a tomar forma com a fundação do Clube Visconde do Rio Branco, pois de dentro deste originaram-se as mais variadas manifestações e entidades que deram vida ao carnaval da cidade como hoje conhecemos. Assim, em 23 de abril de 1916 (dia de Ogum), surgiu o Clube Recreativo Visconde do Rio Branco. A memória da escravidão era ainda muito viva. (Maria de Lourdes Isaias, 2007[4])
Sede do Clube de Difusão Cultural e Técnico Visconde do Rio Branco, fundado em 23/04/1916, esta sede foi inaugurada em 1932 e ampliada em 1947. Localizava-se na Rua Moron nº 2.680, esquina com a Rua Vinte de Setembro, sendo por longos anos o ponto de encontro dos negros e um local onde sua cultura foi sendo transmitida de geração em geração. Desta sede, hoje resta apenas a fachada em ruínas. O nome do clube foi idealizado pelo sr. Claro Severo. A primeira sede ficava na residência de Cândido Bernardo da Cruz, a uma quadra e meia do local onde é hoje, na Rua Moron, em uma casa enorme de madeira, toda coberta de zinco.
SOCIEDADE VISCONDE DO RIO BRANCO Essa sociedade de homens de cor, foi fundada em 23 de abril de 1916, tendo seus estatutos assinados por uma comissão constituída pelos srs. Domingos de Almeida, Salomé de Almeida e João Bernardo. (GEHM, Delma R. (1982). páginas 79)[5]
Presente no cotidiano de todos os brasileiros, o Carnaval parece ser um acontecimento que não precisa ser explicado. Expressões como amor de Carnaval verberam a efemeridade da festa, visto que em poucos dias todo Carnaval tem seu fim, mas, por outro lado, também podem revelar seu espaço nas dinâmicas da memória, das lembranças e das identidades dos foliões. Sublinha-se que a comemoração também é tratada como sinônimo do excesso, da extravagância – parece um Carnaval – ou da desordem. (Jeferson Sabino Candaten, 2019[6])
José Maria da Silva Paranhos - Visconde do Rio Branco
- 1916 - Escolhido o nome para homenagear o José Maria da Silva Paranhos, Visconde do Rio Branco (Salvador, 16 de março de 1819 – Rio de Janeiro, 1 de novembro de 1880), foi um estadista, diplomata, militar e jornalista brasileiro. Rio Branco nasceu na capital da capitania da Baía de Todos os Santos em uma família rica, porém a maior parte da fortuna foi perdida após a morte de seus pais ainda em sua infância. Foi o pai de José Maria da Silva Paranhos Júnior, Barão do Rio Branco e o avô do jogador de rugby, Paulo do Rio Branco. Rio Branco estudou na Academia Real dos Guardas Marinhas e se tornou, em 1841, um aspirante de marinha. Mais tarde, no mesmo ano, foi estudar na Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, eventualmente se tornando um instrutor. Tornou-se um político do Partido Liberal em vez de continuar sua carreira como militar. Foi eleito deputado provincial do Rio de Janeiro em 1845 e subiu até o poder na província sob a tutelagem de Aureliano de Sousa e Oliveira Coutinho – um político veterano que exercia enorme influência sobre o jovem e inexperiente imperador D. Pedro II. Rio Branco temporariamente abandonou a política depois da queda de Aureliano Coutinho e a subsequente dissolução do Partido Liberal. (Wikipédia [7]
Títulos, prêmios e honrarias
Conteúdos de seu acervo
Imagens
Conteúdos relacionados
Referências
- ↑ Imigrantes africanos - Sua história, cultura e tradições Em 1999, por Edy Isaias
- ↑ KNACK, Eduardo R J. (2007). Modernização do Espaço Urbano e Patrimônio Histórico - Passo Fundo RS -Passo Fundo, Dissertação. 124 páginas
- ↑ Clube Visconde do Rio Branco, dados históricos Em 07/08/2007, por Maria de Lourdes Isaias
- ↑ Um carnaval que passou em Passo Fundo... Em 07/08/2007, por Maria de Lourdes Isaias
- ↑ GEHM, Delma R. (1982). Passo Fundo através do tempo - volume 2: fatos, usos, costumes e valores -Passo Fundo: Projeto Passo Fundo. 2016. Vol.2. 354 páginas. E-book
- ↑ Da Terça-Feira Gorda ao Enterro dos Ossos - Em 31/10/2019, por Jeferson Sabino Candaten
- ↑ «Visconde do Rio Branco». Wikipédia, a enciclopédia livre.