Tenebro dos Santos Moura

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Tenebro dos Santos Moura
Tenebro dos Santos Moura
Nome completo Tenebro dos Santos Moura
Ocupação alfaiate
Genealogia Não encontrada

Tenebro dos Santos Moura filho de Maria Cândida dos Santos Moura e Vicente Martins Moura Machado, nascido em 21 de março de 1906, em Palmeira das Missões (RS), faleceu em Passo Fundo, no dia 29 de agosto de 1994.

Biografia

Poeta de tradição gaúcha, versando aspectos psicológicos e sociais da vida sul-rio-grandense. Nasceu em Palmeira das Missões, Rio Grande do Sul, a 21 de março de 1906, sendo filho de Vicente Martim de Moura e Maria Cândida dos Santos Moura. Conheceu, desde criança a vida campeira e, quando moço, tomou parte em ações gauchescas de campereadas e de lutas cívicas. Tomou parte na campanha de São Paulo, no ano de 1924 integrando os contingentes gaúchos, e, principalmente, na força que ocupou a Capital Paulista. Como bom gaúcho, nunca deixou de interessar-se pelas pugnas que dividiram os rio-grandenses, culminando com a pacificação geral, que influiu na formação do Partido Libertador, em 1928, a cujas hostes pertenceu Tenebro dos Santos Moura. (SANTOS, Sabino R. (1975).pg.60)[1]


Poeta brasileiro, nascido em 21 de março de 1906, em Palmeira das Missões (RS). É filho de Maria Cândida dos Santos Moura e Vicente Martins Moura Machado. Casou-se primeiramente com Maria José Ávila Machado, que faleceu com 24 anos, em 1941, deixando seis filhos pequenos, Elmo, Gil, Ester, Rosa Ely, Antônio e Álvaro, criados pelo pai e avós Orlandina e Álvaro Ávila Machado. Sua segunda esposa foi Anália. Nesse tempo, Tenebro exercia a profissão de alfaiate. Chegou a casar-se pela terceira vez com Maria de Lourdes Fernandes Moura. Com ela teve Maria Cândida, Ângela Maria, Maria Ester e Maria Isabel, a mais nova, a qual convive com sua veneranda mãe em Passo Fundo.

Poeta, declamador e payador, é autor do livro de poesias Querência (Berthier, 1986) e reeditado pelo seu neto Eduardo Moura em 1996. Sua primeira poesia, levou o título de ?Saudade? (1930). No rol dos seus feitos, conquistas e honrarias, vale lembrar que serviu à Pátria, no 8º R.I., de Passo Fundo, sendo guerreiro das Revoluções de 1923, 1930 e 1932, como Provisório de Palmeira das Missões (RS). Foi professor municipal em Igrejinha e Coqueiros do Sul (RS) e benemérito diretor da Biblioteca Pública Municipal Arno Viuniski de Passo Fundo. Atuou pelo Grupo de Teatro Amador Delorges Caminha, de Passo Fundo, justo na primeira peça de estreia, ?Sinha moça chorou?, apresentada no Cine Real. Foi sócio-fundador do Centro de Tradições Gaúchas Lalau Miranda, em 1952, tendo exercido diversos cargos nas patronagens; assessor do ex-prefeito municipal e deputado federal, por Passo Fundo, dr. Daniel Dipp; interventor-presidente da Cooperativa dos Municipalistas de Passo Fundo ? Capasemu. Também atuou como presidente e jurado de diversas comissões julgadoras de festivais folclóricos e de rodeios internacionais do Rio Grande do Sul.

Por honra e méritos, recebeu o Título de Cidadão Passo-Fundense, outorgado pela Câmara Municipal de Vereadores de Passo Fundo. No ano de 1966-67, mercê de seu trabalho e contribuição cultural, foi eleito e empossado, tipicamente trajado, na Academia Passo-Fundense de Letras, na Gestão do jornalista Túlio Fontoura, recebendo a cadeira de nº 26, sendo seu Patrono, o poeta Aureliano de Figueiredo Pinto.

Como corolário, vale a pena lembrar de seus colegas, parentes e amigos: Josino Assis de Moura, ex-prefeito de Palmeira das Missões e deputado estadual pelo Rio Grande do Sul; Leonel de Moura Brizola, ex-governador do Estado do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro; Júlio Moura Martins e o escritor e folclorista Mozart Pereira Soares. Sua filha caçula, Maria Isabel, acompanhou-o, amorosa, amiga e generosamente, conduzindo-o pelas mãos, em seus últimos compromissos sociais. Ela contou-me que seu pai pretendia, além das muitas poesias escritas, publicar contos curtos regionais, tendo programado até o nome para a publicação Histórias de Galpão. Tenebro faleceu em Passo Fundo, no dia 29 de agosto de 1994.


Títulos, prêmios e honrarias

Cidadania Honorária

  • 1981 - Resolução de 1981 004[2] Cidadania Honorária

Patrono APLetras

  • 1970 - Acadêmico ocupante da cadeira APLetras nº 26[3] (LECH, Osvandré LC. (2013). pg.49)[4] (SANTOS, Sabino R. (1975).pg.60)[1]
  • 1989- Patrono da APLetras cadeira nº 38 (LECH, Osvandré LC. (2013). pg.52)[4]
  • 2010 - Odilon Garcez Ayres, Acadêmico ocupante da cadeira APLetras nº 38 (LECH, Osvandré LC. (2013). pg.57)[4]

Obras

1985 - Querência[5]

Conteúdos de seu acervo

Conteúdos relacionados

Referências

  1. ↑ 1.0 1.1 SANTOS, Sabino R. (1975). Anuário APLetras 1975. -Passo Fundo: Berthier. 70 páginas. Fragmento Digitado.
  2. ↑ Resolução de 1981 004 Cidadania Honorária - Em 23/10/1981, por Câmara de Vereadores
  3. ↑ Relação de Acadêmicos e Patronos da APLetras - Em 11/05/2008, por Santina Rodrigues Dal Paz
  4. ↑ 4.0 4.1 4.2 LECH, Osvandré LC. (2013). 75 anos da Academia Passo-Fundense de Letras. Passo Fundo: Méritos. 312 páginas
  5. ↑ MOURA, Tenebro S. (1985). Querência. -Passo Fundo: Berthier. NI páginas.
  6. ↑ TENEBRO DOS SANTOS MOURA - Câmara de Vereadores
  7. ↑ TENEBRO DOS SANTOS MOURA - WayBackMachine
  8. ↑ MOURA, Tenebro S.M. (2023) Textos Tenebro dos Santos Moura -Passo Fundo: 44 páginas; PDF